Ciência e Saúde

Enfermeira francesa infectada por ebola fica curada com medicação japonesa

A enfermeira, que estava recebendo o tratamento japonês desde o dia 19 de setembro, conseguiu ser curada e já deixou o hospital na França.

Do Mundo-Nipo com Agência Kyodo

A enfermeira francesa da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que havia contraído o vírus do Ebola durante uma missão na Libéria, conseguiu ser curada após receber tratamento com uma medicação desenvolvida no Japão, informou neste sábado (4) a ministra da Saúde da França, Marisol Touraine.

 

Hospital militar em Saint-Mande (Imagem: Reprodução/Google street view)

A jovem enfermeira já deixou o hospital militar em Saint-Mande (Imagem: Reprodução/Google street view)

 

A enfermeira, de 29 anos, que colaborava voluntariamente com a MSF, foi repatriada para a França e levada para um hospital militar em Saint-Mande, onde conseguiu ser curada e já recebeu alta.

Desde o dia 19 de setembro a enfermeira vinha recebendo tratamentos experimentais com a droga Favipiravir, comercializada como Avigan e desenvolvida pela Toyama Chemica, uma empresa do grupo FujiFilm Holdings.

Em resposta a um pedido do governo francês, a Fujifilm forneceu o Avigan após consulta com o governo japonês, que já havia oferecido a medicação para a Organização Mundial da Saúde(OMS) e outras autoridades do setor, a fim de que fosse usado no tratamento da doença causada pelo vírus do Ebola.

A droga foi aprovada no Japão como um medicamento antiviral contra a gripe, em março deste ano, mas ainda teria de ser aprovada como um tratamento para o ebola. Um documento foi publicado sobre os efeitos do tratamento quando a droga foi testada em um rato infectado pelo vírus.

Até o momento não existe nenhuma vacina ou antiviral homologado contra o ebola. Entretanto, diante da atual epidemia na África Ocidental, a comunidade médica internacional aprovou em meados de agosto os tratamentos experimentais.

O vírus Ebola matou 3.439 pessoas no oeste da África, de um total de 7.478 casos registrados em cinco países (Serra Leoa, Guiné, Libéria, Nigéria e Senegal), segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), realizado até 1º de outubro.

 


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