Ciência e Saúde

Japão amplia para US$ 22 milhões sua ajuda no combate ao ebola

O Japão tem sido um dos maiores colaboradores no combate ao atual surto do ebola, que já matou mais de 3 mil pessoas desde o início do ano.

Do Mundo-Nipo com Agências

O Japão ampliou para US$ 22 milhões sua ajuda financeira emergencial de combate ao vírus do Ebola na África Ocidental, informou o governo do país na sexta-feira (3).

 

Vírus do Ebola (Imagem: Reprodução/YouTube/Ciência e Saúde)

O número de mortos na pior epidemia de ebola da história superou 3 mil (Imagem: Reprodução/YouTube/Ciência e Saúde)

 

O valor será repassado através de seis organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). A ajuda adicional é parte dos US$ 40 milhões que o primeiro-ministro Shinzo Abe prometeu quando esteve em Nova York, durante uma sessão da Assembleia Geral da ONU em 25 de setembro.

“O vírus do Ebola representa ameaça à paz e a segurança internacional”, disse o ministro das Relações Exteriores Fumio Kishida a repórteres. “Vamos considerar mais ajuda para acabar com a epidemia”, acrescentou.

O Japão tem sido um dos maiores colaboradores no combate ao atual surto do vírus Ebola. Além de uma ajuda financeira considerável, o país já enviou toneladas de material médico, como máscaras, luvas e medicação, aos quatro países mais afetados na África, que são Serra Leoa, Guiné, Nigéria e Libéria.

Fundos também estão sendo encaminhados a programas educacionais com o objetivo de ensinar a população desses países formas de prevenção contra o vírus e assim ajudar a reduzir a disseminação da doença.

Além disso, o país também disponibilizou uma medicação de fabricação japonesa que já foi testada em uma pessoa infectada com o vírus. A droga favipiravir (ou “T-705″), que é comercializada pela Toyama com o nome Avigan, foi administrada na semana passada em uma enfermeira francesa que contraiu recentemente o vírus.

== Kyodo

 

Números do Ebola

O número de mortos na pior epidemia de ebola da história superou 3 mil, com o vírus mortal matando quase a metade dos mais de 6.000 infectados, de acordo com o último balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no último dia 26 de setembro.

Em seu balanço mais recente, a agência da ONU informou que um total de 6.574 pessoas foram infectadas com a febre hemorrágica em cinco países do oeste da África e, destas, 3.091 morreram desde o início da epidemia, no começo do ano.

No dia 25 de setembro, citando dados relativos até 21 de setembro, a OMS havia contabilizado 2.917 mortos entre 6.263 casos. A OMS ressalta, contudo, que a mudança dos dados não significa que houve mais mortes ou pessoas infectadas nos da atualização, mas refletem uma contagem tardia.

Última contagem da OMS
Segundo a última contagem da OMS, de 23 de setembro, na Guiné, onde o surto começou no ano passado, o ebola infectou 1.074 pessoas, matando 648 delas.

Na Libéria, país mais atingido, 3.458 pessoas foram infectadas e delas 1.830 morreram. Em Serra Leoa, o vírus infectou 2.021 pessoas e matou 605.

A Nigéria teve 20 casos, com oito mortes, e o último caso registrado no país data de 5 de setembro. O Senegal, que só teve um caso confirmado de ebola, só pode ser considerado livre do ebola depois de 42 dias do registro da doença.

Profissionais de saúde
Os profissionais de saúde, escassos nos países pobres, foram bastante afetados pela epidemia. Até o dia 23 de setembro, foram 375 infectados na África ocidental. Desse total, 211 morreram.

Na Guiné, 67 profissionais de saúde foram infectados e 35 morreram. Na Libéria, foram 184 infectados e 89 mortos. Em Serra Leoa, 113 infectados e 82 mortos. Na Nigeria, 11 profissionais de saúde foram infectados e cinco morreram.

A República Democrática do Congo também passou pelo surto de ebola. Até 23 de setembro, a doença matou no país 42 das 70 pessoas infetadas. Desse total, oito eram trabalhadores da saúde.

Da agência France Press

 


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