Ciência e Saúde

Pesquisadores desenvolvem preservativo que aumenta o prazer sexual

O novo preservativo possui antioxidantes que, além de evitar o contágio pelo HIV, aumenta o prazer sexual. O produto inovador poderá estar disponível dentro de um ano.

Uma equipe de pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, afirma que conseguiu desenvolver um novo preservativo que, além de evitar o contágio pelo HIV, aumenta o prazer sexual.

Mahua Choudhury, pesquisadora do centro, o projeto do novo preservativo, que foi financiado pela Fundação Bill Gates, visa criar um produto que faça com que mais pessoas se sintam motivadas a usar a camisinha.

A nova camisinha tem uma substância gelatinosa reforçada com antioxidantes que atacam o vírus HIV caso ocorra um rompimento do preservativo. Esses antioxidantes “também estimulam as terminações nervosas e, por isso, geram maior prazer sexual”, afirmou acrescentou Choudhury.

O mais interessante, de acordo com a cientista, é que não há nada parecido no mercado que ajude a prevenir de forma tão eficaz o HIV.

Choudhury lembra que muitas pessoas abrem mão dos preservativos por acharem que a camisinha reduz o prazer na relação sexual. “Mas o novo produto tem grandes chances de fazer com que as pessoas comprem camisinha não só pela proteção, mas também para tornar a relação sexual mais satisfatória”, disse.

O novo preservativo é resultado de uma iniciativa da Fundação Bill Gates. Há dois anos, Gates e sua esposa, Melinda, colocaram à disposição de empreendedores fundos de até US$ 100 mil para desenvolver uma “nova geração” de camisinhas mais finas e eficazes. O centro de pesquisas da Universidade do Texas foi um dos beneficiados.

Choudhury disse que, até o momento, o preservativo ainda é um protótipo, mas já existe muito interesse. Ela acredita que o produto estará disponível no mercado dentro de um ano. “Neste momento estamos criando (os preservativos) e logo será uma questão de acertar os detalhes”, disse.

Quanto ao preço, a pesquisadora afirmou que, uma vez que o preservativo comece a ser fabricado em larga escala, seu custo será uma questão de centavos de dólares.

Uso de preservativos
O Fundo para a População da ONU afirma que o uso de camisinha em relações com pessoas que não são parceiros(as) regulares varia de 80% em países como a Namíbia, na África, até menos de 40% em outros países – incluindo alguns com altas taxas de infecção pelo HIV.

Entre os jovens de 15 a 24 anos o uso de preservativos varia entre 80% em alguns países da América Latina até 30% em países da África Ocidental.

Números de infectados pelo HIV
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 35 milhões de pessoas no mundo sejam HIV positivas – mas somente 50% delas teriam ciência disso.

A situação é pior na África Subsaariana, onde os números chegam a um em cada 20 adultos na região convivendo com o HIV. Cerca de 71% das pessoas soropositivas do mundo moram na África.

No Brasil, segundo as estimativas mais recentes divulgadas em março pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, há 734 mil pessoas com o vírus – das quais 589 mil foram diagnosticadas e 404 mil já estão em tratamento.

O vírus ataca o sistema imunológico do corpo e pode levar ao desenvolvimento da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Nos EUA, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), uma em cada oito pessoas que vivem com HIV ainda não sabem que estão com o vírus.

Quanto antes um soropositivo receber o diagnóstico, mais chances ele tem de evitar o desenvolvimento da Aids.

Fontes: G1 “Bem Estar” | BBC News.

 

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