Ciência e Saúde

Pessoas solteiras são mais propensas a hipertensão, diz pesquisa japonesa

Pessoas solteiras são mais propensas ao excesso, abusando do consumo de sal, bebidas alcoólicas e tabagismo.

Do Mundo-Nipo

Um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social do Japão revelou que pessoas casadas têm menos probabilidade de desenvolver pressão alta do que as que vivem sozinhos, ou seja, os solteiros são mais suscetíveis a sofrer de hipertensão.

Divulgada nesta segunda-feira (19), a pesquisa analisou os dados relativos a pressão sanguínea de cerca de 2.800 pessoas em todo o Japão, todas com idades acima dos 20 anos. Os pesquisadores explicaram que a hipertensão arterial sistêmica, conhecida popularmente como pressão alta, é diagnosticada em pessoas que possuem pressão sistólica acima de 140 e diastólica superior a 90.

O estudo, no entanto, eliminou os fatores como idade, sexo, tabagismo ou etilismo, focando-se exclusivamente nas pessoas que eram casadas ou viviam sozinhas.

Os resultados mostraram que 48% dos pesquisados casados apresentaram hipertensão arterial, enquanto 68% dos solteiros, que moravam sozinhos, tinha pressão alta, ou seja, as pessoas que vivem sozinhas são 1,73 mais propensas à desenvolver hipertensão do que aquelas que vivem com um cônjuge.

O professor Katsuyuki Miura, da Universidade de Ciência Médica de Shiga (Shiga Ika Daigaku) e um dos responsáveis pelo estudo, fez um alerta as pessoas que vivem sozinhas, atentando para tomem mais cuidadoso com sua dieta e outros hábitos de vida diárias.

Miura explicou que pessoas solteiras não mantêm uma alimentação sadia e têm hábitos sedentários, além de mais propensas ao excesso, abusando do consumo de sal, bebidas alcoólicas e tabagismo, que são os maiores contribuintes para a hipertensão arterial.

Este tipo de estudo é o primeiro realizado no país sobre como o estado civil pode influenciar na pressão arterial elevada, de acordo com o ministério, que pretende utilizar os resultados da pesquisa como forma de prevenção à hipertensão, devendo ser colocados em uso por empresas, comunidades e instituições médicas.

Estudos semelhantes têm sido realizados pelo governo japonês. Um deles é uma pesquisa sobre o consumo do sal, um dos principais agravantes para o aumento da pressão arterial. Divulgado em dezembro passado, o estudo, que também foi encomendo pelo Ministério da Saúde, revelou que o consumo de sal entre os cidadãos do país aumentou consideravelmente, com os adultos japoneses ingerindo, em média, cerca de 13 gramas de sal por dia, dois gramas a mais do que o estimado anteriormente e mais elevado que os brasileiros.

O consumo excessivo de sal aumenta o risco de doenças como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e renais. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, no máximo, consumir 5 gramas de sal ao dia.

Hipertensão arterial
Hipertensão é uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais e condições financeiras. Silenciosa, a hipertensão vai chegando aos poucos, sem que a pessoa perceba. Suas consequências, no entanto, são alarmantes. Veja abaixo uma lista com algumas das consequências da hipertensão arterial.

▪ Insuficiência cardíaca
▪ Infarto do miocárdio
▪ Arritmias cardíacas
▪ Morte súbita
▪ Aneurismas
▪ Perda da visão (retinopatia hipertensiva)
▪ Insuficiência renal crônica
▪ AVC isquêmico e hemorrágico
▪ Demência por micro infartos cerebrais
▪ Arteriosclerose

A hipertensão arterial raramente tem cura e o objetivo do tratamento é evitar que órgãos como coração, olhos, cérebro e rins, chamados de órgãos alvo, sofram lesões que causem as doenças descritas acima.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pressão alta é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC). E o número de hipertensos não para de crescer em toda parte do planeta.

*Saiba mais sobre hipertensão, seus sintomas e modo de prevenção, no website do Dr. Drauzio Varella, médico oncologista, cientista e escritor brasileiro.

Fontes: NHK News / Agência Kyodo / Dr. Drauzio Verella.

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