Economia

BC do Japão mantém política monetária e otimismo sobre a economia

Mesmo reconhecendo alguma fraqueza na economia, o BC japonês permanece confiante.

Do Mundo-Nipo com agências

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) anunciou nesta quinta-feira (4) que manteve por unanimidade sua política monetária, cuja principal característica é a aceleração da base monetária em 60 trilhões de ienes a 70 trilhões de ienes por ano. Apesar de reconhecer alguma fraqueza na economia, a autoridade monetária permaneceu confiante de que atingirá a meta de inflação de 2%.

 

Haruhiko Kuroda (Foto: Teruo Kashiyama/AJW)

Uma recente série de dados fracos do Japão levantou dúvidas sobre a visão do BoJ sobre a economia (Foto: Teruo Kashiyama/AJW/Arquivo)

 

Falando à imprensa durante coletiva, o presidente do BC japonês, Haruhiko Kuroda, manteve-se otimista de que a economia está gradualmente saindo de 15 anos de deflação e que está a caminho de atingir sua meta de 2% de no próximo ano fiscal que começa em abril. Kuroda pediu ainda ao governo para prosseguir com outro aumento do imposto sobre vendas, de 8% para 10%.

Uma recente série de dados fracos do Japão, incluindo queda nos gastos das famílias e fraco crescimento da produção industrial em julho, levantou dúvidas sobre a visão do BC do Japão de que a economia vai acelerar de forma estável depois do tormento provocado por uma primeira alta do imposto sobre vendas em abril.

“As exportações e a produção estão mostrando movimentos fracos”, disse Kuroda em entrevista à imprensa após reunião de política monetária nesta quinta-feira, na qual o banco central manteve seu enorme programa de estímulo monetário.

“Mas as condições de trabalho e renda estão melhorando de forma estável e a confiança das famílias está firme. As empresas, refletindo a melhora das receitas, estão mantendo seus planos de investimentos altistas. Um ciclo econômico positivo continua”, completou ele.

Kuroda disse ainda que quedas do iene não são necessariamente ruins para a terceira maior economia do mundo, descartando a preocupação de alguns analistas de que mais fraqueza pode afetar o crescimento ao elevar os custos de importação.

Entretanto, o banco central cortou sua avaliação sobre o investimento imobiliário e alertou que a produção industrial permanece fraca.

No geral, o BC manteve sua visão de que a economia continuará sua recuperação constante, com o consumo devendo se beneficiar do mercado de trabalho apertado que está elevando os salários.

Kuroda disse que as famílias vão elevar os gastos novamente uma vez que o sofrimento inicial pelo aumento do imposto diminuir, sugerindo que nenhum estímulo monetário adicional acontecerá em breve.

(Com informações das agências Reuters e Kyodo)

 


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