Economia

Financiamento de gastos no orçamento fiscal japonês em 2015 é o menor em 7 anos

A redução de gastos é um sinal de progresso em direção ao equilíbrio do déficit orçamentário do Japão.

Do Mundo-Nipo com Agências

O gabinete do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, aprovou nesta quarta-feira (14), em caráter oficial e três semana antes do prazo habitual, o projeto de orçamento para o ano fiscal de 2015, que começa em abril.  O projeto de lei inclui projeções de altos níveis de receita fiscal em 24 anos e despesas moderadas. O financiamento de gastos, estimando em menos de 40 trilhões de ienes (cerca de US$ 340,5 bilhões), é o menor em sete anos e um sinal de progresso em direção ao equilíbrio de seu déficit orçamentário.

O governo afirmou que vai emitir uma proporção maior de dívida de longo prazo no ano fiscal, usando os rendimentos ultrabaixos para reduzir mais seu déficit orçamentário anual.

De acordo com o jornal Valor Econômico, a menor necessidade de endividamentos reflete, principalmente, a melhoria das receitas fiscais, em vez de um recuo de despesa pública. Isso porque as receitas fiscais subiram na esteira do aumento de imposto sobre as vendas e da melhora dos lucros das empresas.

O Ministério das Finanças disse que as vendas de títulos de dívida permitirão que a necessidade de novas receitas no ano fiscal de 2015 caia para 36,9 trilhões de ienes. O montante ficará abaixo de 40 trilhões de ienes pela primeira vez desde o ano fiscal de 2008.

O desejo do governo quanto a planejada alteração da duração média da dívida emitida, aprovada pelo gabinete como parte do projeto de orçamento, é segurar as taxas em patamares baixos por um longo tempo, aproveitando-se das enormes compras de títulos do Banco do Japão, que estão mantendo os rendimentos baixos.

O ministério disse ainda que irá aumentar a emissão anual de bônus globais, de 30 e 40 anos, para um total de 2 trilhões de ienes a partir de abril, e cortar a emissão de bônus de 2 e 5 anos.

Japão é o país mais endividado do mundo desenvolvido, mas uma forte base de investidores domésticos e as compras dos bancos centrais têm garantido, até o momento, a emissão de dívida sem problemas, conforme noticiou o Valor econômico.

Fonte: Valor Online.

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