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Yokozuna Harumafuji se desculpa por agredir colega de sumô no Japão

Foto: Arquivo / Zimbio

O incidente abalou o mundo do sumô, um esporte milenar repleto de tradições e disciplina.

Acusado de quebrar uma garrafa de cerveja na cabeça de um lutador companheiro de sumô, o yokozuna (grande campeão) Harumafuji, da Mongólia, pediu desculpas diante da imprensa japonesa nesta terça-feira (14),enquanto os dirigentes do esporte tradicional anunciaram que estão investigando o incidente que provocou a suspensão do atleta em um torneio.

O incidente abalou o organizado mundo do sumô, principalmente porque Harumafuji representa o grau maior do esporte milenar, repleto de tradições e, principalmente, disciplina.

A imprensa informou que Harumafuji, de 33 anos, agrediu o compatriota Takanoiwa, 27 anos, no mês passado durante um encontro de lutadores da Mongólia no qual consumiu bebida alcoólica. O Japão tem quatro “yokozuna”, três mongóis e um japonês.

“Apresento minhas profundas desculpas pelos ferimentos de Takanoiwa”, declarou Harumafuji aos jornalistas, que lotaram o centro de treinamento de Dazaifu, na ilha de Kyushu, sul do Japão.

O diretor jurídico da Associação Japonesa de Sumô, Tomokatsu Taniguchi, afirmou que o treinador de Takanoiwa apresentou um atestado médico sobre um ferimento na cabeça que exige duas semanas para a recuperação.

“Não confirmamos o vínculo entre o ferimento e a acusação contra Harumafuji”, disse Taniguchi.

“Harumafuji estará ausente a partir do terceiro dia do torneio que está sendo disputado em Fukuoka”, anunciou a Associação no Twitter, sem apresentar detalhes.

O sumô é um esporte repleto de rituais, que incluem um treinamento extremamente rigoroso e uma hierarquia estrita. A modalidade é alvo de boatos sobre lutas manipuladas, apostas ilegais e testemunhos de abusos físicos extremos.

Em 2007 um aprendiz de sumô de 17 anos faleceu, vítima de maus-tratos por parte do treinador e de outros lutadores mais velhos. O técnico, que agrediu o adolescente com uma garrafa de cerveja, foi condenado a cinco anos de prisão por negligência que provocou a morte.

Da France Press

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