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Robson Conceição dá o primeiro ouro no boxe para o Brasil

©Peter Cziborra/Reuters

O baiano Robson derrotou o francês Sofiane Oumiha na final da categoria dos pesos ligeiro (até 60kg)

O baiano Robson Conceição, de 27 anos, deu show no ringue do Pavilhão 6 do Riocentro nesta terça-feira (16) ao derrotar o francês Sofiane Oumiha, conquistando assim a medalha de ouro na categoria dos pesos ligeiro (até 60kg) , o que representou o primeiro ouro olímpico da história do boxe brasileiro.

O público, amplamente de brasileiro eufóricos, que desde o início gritava “O campeão chegou” e cantava “Uh, vai morrer!” para o francês, explodiu quando o pugilista baiano teve o braço levantado pelo juiz ao ser confirmado a vitória, por unanimidade.

A conquista do ouro vem após duas derrotas frustrantes na primeira rodada dos Jogos Olímpicos em Pequim-2008 e Londres-2012. Robson assim, supera a prata de Esquiva Falcão em Londres. Este era até então o melhor resultado do esporte em Jogos Olímpicos.

Robson começou a carreira em Salvador, onde iniciou os treinamentos na academia de Luiz Dórea aos 15 anos. No início, era um tímido jovem que brigava na rua. Com o boxe, ganhou disciplina e uma chance de mudar a própria vida.

Mas Robson não deixou que estas derrotas o abalassem. Quatro anos depois, a casa seria sua e era a sua chance de fazer história. Trabalhou duro com o seu técnico na Bahia e os técnicos da seleção brasileira de boxe. E foi colhendo frutos. Os mais importantes, as medalhas nos dois mundiais que disputou.

Nesta Olimpíada, Robson foi derrotando um por um os seus rivais de forma contundente. O baiano pegou logo de cara Anvar Yunusov, do Tadjiquistão, e medalhista de bronze no Mundial de Baku, em 2011. O combate durou apenas um round porque Anvar havia machucado a mão em sua estreia contra o chinês Shan Jun e o brasileiro aproveitou essa vantagem para impor um ritmo intenso à luta e obter uma vitória depois que o rival desistiu no primeiro round.

A luta seguinte, contra Hurshid Tojibaev, do Uzbequistão, já valia uma medalha. Uma vitória garantia a Robson um bronze, pois no boxe não há disputa do terceiro lugar. Quem perde na semifinal, ganha uma medalha referente ao terceiro lugar. O baiano foi muito bem, resistiu aos golpes mais fortes do rival, principalmente no jogo de curta distância, e venceu por decisão unânime dos juízes.

Ai veio a luta contra Lázaro. Um rival sempre complicado, mas com um histórico e equilíbrio entre os dois: uma vitória para cada lado. Como esperado, foi um combate cheio catimba e que deixou todos com os nervos à flor da pele. Mas ao fim, o baiano levou a melhor, venceu por decisão unânime dos juízes e acabou com a “marra” do cubano. Ou, nas palavras de Robson, Lázaro “teve o que mereceu” por não ser humilde. Foi uma vitória com a marca da campanha do baiano no Rio: muita garra, concentração e técnica no estilo de boxe praticado pelo brasileiro.

Fonte: Jornal O Globo.

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