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Brasil conquista seu primeiro ouro olímpico do futebol

Neymar chora após converter pênalti que deu ouro ao Brasil (Foto: Reprodução/TV Globo)

A perseguição ao ouro olímpico, último grande título internacional que faltava ao Brasil no futebol, finalmente terminou.

O Brasil conquistou sua primeira medalha de ouro em um torneio de futebol em olimpíadas, um feito alcançado neste sábado (20), após derrotar a Alemanha nos pênaltis depois de um empate tenso de 1 a 1 nos 120 minutos de duração da partida. O título veio na quinta bola chutada pela Alemanha que o goleiro Weverton defendeu, garantindo o ouro para o Brasil.

O Brasil abriu o placar com o gol de Neymar, aos 26 minutos de jogo, em cobrança de falta. Em comemoração, Neymar repetiu o gesto de imitar um raio do jamaicano tricampeão olímpico de atletismo, Usain Bolt, presente no estádio. Bolt vibrou com o gol de Neymar.

A defesa brasileira, até então impenetrável nos Jogos Olímpicos, sofreu o primeiro revés aos 13 minutos da etapa final. Toljan cruzou rasteiro para Meyer, que chutou com eficiência para empatar a partida. A alegria da vantagem se transformou em tensão permanente da torcida.

Com o passar do tempo, ficou claro que o sofrimento não tinha hora para diminuir. Então veio a prorrogação, que viu o empate persistir atpe chegar aos pênaltis. As cobranças se sucederam, com precisão dos dois lados.

Weverton, porém, vinha mostrando aos poucos que queria brilhar, com saltos precisos em duas cobranças dos alemães. A tortura, porém, persistiu até a cobrança derradeira da Alemanha, que Petersen chutou e o goleiro brasileiro pegou. A torcida explodiu de maneira ensurdecedora. Coube, então, a Neymar o chute que fez os gritos darem lugar às lágrimas no Maracanã. Lágrimas de alegria. Agora, a galeria de troféus da seleção brasileira precisa abrir lugar para a medalha de ouro Olímpica, único título que faltava ao futebol brasileiro.

Foram necessários 64 anos, mas a seleção brasileira enfim chega ao ouro nos Jogos Olímpicos, numa conquista que serve de redenção para uma geração de jogadores que, pelo menos, desde a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, vinha sendo apontada como desprovida de grandes craques, assim como a responsável pelo rebaixamento da seleção brasileira do papel de protagonista para o de coadjuvante no futebol mundial.

Quis também o destino que o ouro fosse proporcionado por uma vitória sobre a Alemanha, país que derrotou o Brasil por 7 x 1 na semifinal do Mundial de 2014, no Brasil. O feito de agora passou longe de ser encarado pelos brasileiros como uma revanche para o fiasco de dois anos atrás. Um dos motivos é o de a seleção olímpica alemã ter em seu elenco somente um jogador que estava presente no Mundial, o zagueiro reserva Mathias Gunter. Mas esse foi um ingrediente a mais para incrementar o sabor de ganhar em casa um título há muito sonhado.

A perseguição ao ouro olímpico, último grande título internacional que faltava ao Brasil no futebol, ganhou contornos de obsessão nas últimas décadas, sentimento que acabou catalisado nestes Jogos Olímpicos, pelo fato do elenco jogar em casa, na primeira Olimpíada na América do Sul.

Para chegar ao tão sonhado ouro, Neymar e companhia superaram toda a carga pesada de decepções passadas da seleção em Olimpíada e em torneios internacionais disputados no Brasil. Ao fim, eles conseguiram se recuperar de um início de campanha apático e deram finalmente ao torcedor o direito gritar “É campeão” a plenos pulmões em casa, no Maracanã.

Fontes: Rio 2016 | Agência Brasil.

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