Meio ambiente e Energia

Mais de 40% das crianças de Fukushima apresentaram anomalias na tireoide

Os testes constataram cistos de até 2 cm e caroços de até 5 mm em 56,6% das crianças.

Do Mundo-Nipo

Foto: Aflo Images

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O Ministério do Meio Ambiente do Japão informou na última sexta-feira (08) mais de 40% das crianças examinadas em Fukushima apresentam anomalias na tireoide, tais como pequenos nódulos ou cistos.

No entanto, de acordo com o ministério, a taxa não é preocupante, porque corresponde aproximadamente aos dados registrados em outros lugares do país.

“Os resultados de Fukushima foram aproximadamente os mesmos que em outras prefeituras”, disse Yasuo Kiryu, funcionário de alto escalão encarregado pelo controle radiológico de saúde, conforme citou o jornal Asahi Shimbun.

Cerca de 360 mil crianças e jovens de Fukushima, que tinham idade inferior a 18 anos na época da eclosão da crise nuclear na usina Fukushima Daiichi, fizeram testes de ultra-som na glândula tireóide. Bebês nascidos após o acidente não foram incluídos.

Os testes constataram cistos de até 2 cm e caroços de até 5 mm em 56,6% das crianças.

“A pesquisa constatou que a situação em Fukushima não é anormal”, disse Shigenobu Nagataki, professor de radiologia na Universidade de Nagasaki. Mas acrescentando que “testes em Fukushima devem continuar ao longo da vida dos sujeitos e levar em conta diferenças regionais, é necessário comprar os resultados com as crianças nascidas após o desastre nuclear”.

O governo provincial pretende continuar acompanhando a saúde das crianças envolvidas ao longo de suas vidas.

 

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