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Comer insetos pode reduzir a fome no mundo, diz ONU

Um relatório da ONU sobre o potencial dos produtos existentes nas florestas, indica que os insetos são uma fonte rica de proteínas que fazem bem à saúde.

Do Mundo-Nipo

A Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO), lançou nesta segunda-feira (13) um programa que visa incentivar a criação de insetos para combater a fome no mundo.

 

Insetos são vendidos normalmente como alimento em mercados na Tailândia (Foto: Distribuição da ONU)

Insetos são vendidos normalmente como alimento em mercados na Tailândia (Foto: Distribuição da ONU)

 

De acordo com a FAO, o órgão da ONU para a alimentação, com sede em Roma, os insetos poderão ser a resposta para o futuro na luta contra a fome.

A proposta é parte de um relatório sobre o potencial dos produtos existentes nas florestas, sendo os insetos uma fonte rica de proteínas que fazem bem à saúde.

Existem cerca de um bilhão de espécies conhecidas, que somam mais da metade de todos os organismos vivos classificados no planeta.

Os insetos são consumidos por quase dois bilhões de pessoas, principalmente na África e na Ásia. A China e Tailândia são os países asiáticos que mais consomem insetos.

Alguns insetos podem já estar fazendo para de sua alimentação, pois há uma crescente demanda por corantes naturais para os alimentos, em detrimento dos artificiais, segundo especialistas da FAO. O corante vermelho produzido pela cochonilha, um inseto geralmente exportado pelo Peru, é presente em um aperitivo italiano da moda e em uma marca popular de iogurte de morango. Muitas companhias farmacêuticas usam corantes a partir de insetos em seus comprimidos.

Cientistas concluíram que formigas vermelhas, pequenos gafanhotos e alguns besouros que vivem perto d’água têm proteína suficiente para se comparar à carne magra, porém com menos gordura por grama. Os insetos também são ricos em minerais como ferro, magnésio, fósforo, selênio e zinco.

Besouros e lagartas são os mais comuns entre os 1.900 tipos de inseto que podem ser consumidos. Outros são abelhas, vespas, gafanhotos e grilos, e os menos populares são o cupim e a mosca, segundo o relatório da FAO.

O relatório ainda sustenta que esses animais poderão ser um poderoso instrumento na luta contra a obesidade. Eles são menos dependentes da terra do que a pecuária tradicional. E ainda poluem menos o meio ambiente.

A diretora de economia e política florestal da FAO, Eva Muller, lembra que, 20 anos atrás, o peixe cru da culinária japonesa, também era estranho a muitas culturas. Hoje é apreciado no mundo inteiro. E isso pode acontecer também com os insetos.

 

Veja abaixo parte do relatório da FAO sobre alimentos das florestas, divulgado em dezembro de 2012.

Regiões onde insetos são mais populares, quantidade de espécies comestível e porcentagem dos países que os consome:

África
Espécies comestíveis – 524
Países que consomem – 62%

Ásia
Espécies comestíveis – 349
Países que consomem – 58%

Oceania
Espécies comestíveis – 152
Países que consomem – 56%

América
Espécies comestíveis – 679
Países que consomem – 41%

Europa
Espécies comestíveis – 41
Países que consomem – 21%

 

Quantidade de proteína:
Moscas tem quase o dobro de proteínas que a carne bovina. Veja a quantidade de nutrientes de outros insetos.

Moscas e mosquitos – 59%
Libélulas – 58%
Percevejos – 55%
Cigarras e cigarrinhas – 51%
Besouros – 50%
Formigas E abelhas – 47%
Borboletas e mariposas – 45%
Baratas e grilos – 44%
Boi – 28%
Porco – 25%
Frango – 23%

 

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