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Dólar acompanha exterior e fecha no menor valor em mais de um mês

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Dados fracos sobre a economia dos EUA e a alta dos preços do petróleo foram determinantes para o forte recuo do dólar.

O dólar teve forte queda ante o real nesta quarta-feira (3) e fechou na menor cotação em mais de um mês, acompanhando o movimento de queda no exterior, refletindo indicadores fracos sobre a economia dos Estados Unidos e diante da alta dos preços do petróleo, o que trouxe alívio aos mercados globais.

A moeda norte-americana recuou 1,70%, cotada a R$ 3,9181 na venda. Trata-se do menor nível de fechamento desde 29 de dezembro do ano passado, quando ficou em R$ 3,8769.

Apesar de dados mostrando um aumento nos estoques norte-americanos, os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira. Segundo a agência de notícias ‘Reuters’, a queda recente da commodity, que vem se mantendo perto das mínimas em 12 anos, tem reduzido o apetite por risco global.

Dados mais fracos que o esperado sobre a economia dos Estados Unidos também contribuíram para o recuo do dólar em relação ao real, isso porque o resultado alimentou as expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode não elevar os juros novamente tão cedo.

Isso diminui a pressão sobre as moedas emergentes, já que juros mais altos nos EUA podem atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países, onde os negócios não são considerados tão seguros, como é o caso do Brasil.

O dólar recuou contra as principais moedas emergentes, mas o real foi de longe a que apresentou o melhor desempenho. Segundo a ‘Reuters’, operadores citaram entre os motivos para esse descolamento suspeitas do mercado em relação à venda de R$ 1,6 bilhão em Notas do Tesouro Nacional-Série A na véspera.

As operações chamaram atenção porque NTN-As, títulos indexados ao câmbio que já não são mais emitidos pelo Tesouro Nacional, não costumam apresentar grande liquidez no mercado secundário. Circularam no mercado rumores de que teria ocorrido uma operação semelhante nesta quarta-feira, incluindo também uma venda de dólares no mercado futuro relacionada à proteção cambial.

Outro rumor foi o de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teria liquidado mais um contrato indexado ao câmbio junto ao Tesouro Nacional, após saldar dois desses contratos entre o fim de dezembro e meados de janeiro.

Atuação do Banco Central do Brasil
Nesta manhã, o Banco Central promoveu mais um leilão de rolagem dos swaps cambiais (equivalentes a venda futura de dólares) que vencem em março, vendendo a oferta total de 11,9 mil contratos.

Ao todo, a autoridade monetária já rolou US$ 1,747 bilhão, ou cerca de 17% do lote total, que equivale a US$ 10,118 bilhões.

(Com informações da Agência Reuters)

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