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Japão dará ‘firme resposta’ ao teste nuclear da Coreia do Norte, diz Abe

Abe condena teste nuclear da Coreia do Norte (Imagem: Reprodução/YouTube/CNN)

A reposta de Abe vem logo após Pyongyang ‘garantir’ que realizou seu primeiro teste com uma bomba nuclear de hidrogênio.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, garantiu nesta quarta-feira (6) que o Japão oferecerá uma “firme resposta” perante o novo teste nuclear da Coreia do Norte, o que considerou uma “grave ameaça” para a segurança de seu país.

Abe falou com a imprensa um pouco antes das 13h locais (2h de Brasília), cerca de meia hora depois do anúncio da Coreia do Norte, no qual o regime de Pyongyang garantiu, através de seu canal de televisão estatal, que realizou seu primeiro teste com uma bomba nuclear de hidrogênio.

A violência da explosão foi tanta que, a princípio, algumas agências meteorológicas internacionais davam o “evento” como um terremoto de magnitude 5,1 na Coreia do Norte. Logo após o suposto sismo, o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, reuniu a imprensa para levantar a hipótese de que o tremor poderia ter sido resultado de testes nucleares, o que foi confirmado logo depois pelo próprio governo norte-coreano.

“O teste nuclear da Coreia do Norte é uma grave ameaça para a segurança de nosso país. Não podemos tolerar isso de nenhuma maneira”, declarou o chefe do Executivo japonês em entrevista coletiva.

“(O teste) viola claramente as resoluções do Comitê de Segurança das Nações Unidas e é um grave desafio contra as medidas que estamos levando a cabo para conseguir a desnuclearização mundial”, insistiu o primeiro-ministro japonês.

Abe afirmou que o Japão, que recentemente foi designado como integrante não permanente do Comitê de Segurança da ONU, estreitará sua cooperação com Estados Unidos, Coreia do Sul, China e Rússia “para tomar medidas integrais”.

O ministro das Relações Exteriores Fumio Kishida, por sua vez, anunciou que Tóquio tentará aprovar uma nova resolução do Conselho de Segurança para condenar o teste da Coreia do Norte e também anunciou que se reunirá com a embaixadora dos Estados Unidos no Japão, Caroline Kennedy, para tratar do assunto.

Além disso, a imprensa japonesa indica que o governo do país pode estar considerando aumentar suas sanções sobre Pyongyang após o teste nuclear, o quarto depois dos experimentos de 2006, 2009 e 2013.

Tóquio aliviou algumas das sanções unilaterais impostas ao país vizinho em julho de 2014 como recompensa pelos progressos conseguidos naquela época em sua investigação conjunta sobre os sequestros de cidadãos japoneses desde a década de 1970.

(Com informações das agências EFE e Kyodo)

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