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Dólar interrompe série de 5 quedas e fecha em leve alta, a R$ 3,13

O dia foi de muita volatilidade, com o dólar oscilando entre R$ 3,1101 e R$ 3,1486.

Do Mundo-Nipo com Agências

Depois de cinco sessões consecutivas de queda, o dólar fechou em leve alta frente ao real nesta terça-feira (7), com o mercado interno acompanhando o movimento no exterior, em uma sessão marcada por mais um dia de volatilidade e sem a divulgação de indicadores econômicos importantes, o que levou os investidores a recompor as posições na moeda americana enquanto aguardam a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), que será divulgada amanhã.

A moeda norte-americana subiu 0,38% e encerrou cotada a R$ 3,1341 na venda, após acumular desvalorização de 3,65% nas cinco sessões anteriores. Na máxima da sessão, a moeda atingiu R$ 3,1486 e, na mínima, foi a R$ 3,1101.

O dia foi de muita volatilidade, com a moeda norte-americana abrindo as negociações em alta, mas o movimento perdeu força e o dólar oscilou entre “leves” altas e baixas ante o real ao longo da sessão.

“O mercado está com poucos players por causa da volatilidade, então qualquer movimento um pouco fora da curva acaba afetando a cotação”, disse a agênci Reuters o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

No exterior, o dia foi de valorização do dólar. O Dollar Index, que acompanha o desempenho da moeda americana em relação às principais divisas, subia mais de 1%

Segundo a agência Valor Online, o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno, disse que o alívio verificado recentemente da taxa de câmbio foi motivado pela percepção de que o governo está conseguindo avançar na negociação para aprovação das medidas de ajuste fiscal e pela melhora da aversão a risco no cenário externo, após dados mais fracos do mercado de trabalho americano reforçarem a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) pode adiar o aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos.

Esse movimento, segundo ele, foi momentâneo, uma vez que os dados econômicos recentes dos Estados Unidos foram afetados pelo clima e devem mostrar maior vigor, o que pode retomar a discussão de que o Fed pode começar a subir os juros no meio do ano e aumentar a pressão sobre o câmbio.

No caso do real, o economista-chefe para mercados emergentes da Capital Economics, Neil Shearing, lembra que a moeda pode já ter atingido seu piso. Shearing cita três motivos pelos quais acredita que a moeda brasileira pode ter atingido seu piso do atual ciclo de queda: a forte depreciação nominal desde 2011 (da ordem de 50% ante o dólar), a perspectiva de pausa na deterioração nos termos de troca e o fato de o mercado já ter precificado a maior parte das notícias negativas.

Shearing disse ainda que o momento de se preocupar com o real foi há quatro anos, quando a moeda oscilava pouco acima de R$ 1,50 por dólar. Agora, a moeda parece bem mais próxima de seu patamar “justo”. “Por ora, estamos felizes com nossa previsão de R$ 3,20 por dólar no fim deste ano” disse ele, de acordo com o Valor Online.

Atuações do Banco Central
O Banco Central realizou mais um leilão para rolar contratos antigos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 4 de maio. Foram vendidos 10,6 mil contratos: 2.800 para 1º de março de 2016 e os outros 7.800 com vencimento em 3 de outubro do ano que vem.

A operação movimentou o equivalente a US$ 510,7 milhões. Até o momento, o BC rolou US$ 2,54 bilhões, ou o equivalente a cerca de 20% do lote total com vencimento em maio, correspondente a US$ 10,115 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Em março, o BC encerrou seu programa de atuações no mercado de câmbio, em que vendia, todo dia, novos contratos de swap com o objetivo de evitar um forte avanço da moeda norte-americana. Não há mais negociação de novos contratos desde março.

(Com informações das agências ‘Valor Online’ e ‘Reuters’)

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