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Dólar sobe mais de 1% e fecha perto de R$ 3,20

Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,2023.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar subiu mais de 1% sobre o real e fechou perto de R$ 3,20 nesta terça-feira (7), com os investidores cautelosos diante da crise na Grécia e preocupações com o cenário político no Brasil.

A moeda norte-americana encerrou o dia com valorização de 1,29%, cotada a R$ 3,1825 na venda, após alcançar R$ 3,2023 na máxima do dia. É o maior valor de fechamento desde 29 de maio, quando a moeda norte-americana valia R$ 3,1873.

Não bastassem as preocupações fiscais e políticas no Brasil, as incertezas com a Grécia seguem permeando os mercados financeiros em todo o mundo, fazendo os investidores recorrer à segurança do dólar.

Nesta tarde, uma autoridade do governo grego disse que Atenas apresentou aos ministros de Finanças da zona do euro, reunidos hoje m Bruxelas, os mesmos termos de acordo que havia proposto na semana passada, ou seja, pediu a seus credores uma solução temporária para suas necessidades de financiamento que cobriria o restante deste mês, enquanto se busca um acordo de longo prazo. Com isso, aumenta o receio de não haver acordo nos próximos dias para salvar a Grécia da falência, o que por tabela amplia o risco de saída desordenada do país da zona do euro, de acordo com a agência Valor Online.

Na quarta-feira, o grupo fará teleconferência para discutir o esperado pedido grego por um empréstimo a médio prazo do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (ESM, na sigla em inglês). Segundo a agência Reuters, os líderes da zona do euro podem ter uma nova cúpula de emergência no domingo para aprovar um plano de ajuda à Grécia se as instituições credoras ficarem satisfeitas com um pedido por empréstimo e um plano de reforma do país.

Analistas consultados da corretora Guide Investimentos ressaltaram em nota a clientes que investidores recorriam à segurança do dólar. Mas, de maneira geral, a percepção é que mesmo uma saída da zona do euro não seria o fim do mundo e impactos sobre o Brasil seriam pequenos, destacou a Reuters.

No Brasil, investidores também adotaram estratégias mais defensivas diante de preocupações com a estabilidade política do governo da presidente Dilma Rousseff.

“Aqui, as preocupações com a crise política potencializam a valorização do dólar”, escreveu o operador da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa em nota a clientes.

Em meio à intensificação da crise, o governo promoveu uma ofensiva para tentar aplacar ruídos sobre a governabilidade da presidente Dilma Rousseff. Numa tentativa de conter rumores de que o PMDB, principal partido da base aliada do governo, se alinharia à oposição para afastá-la do cargo, Dilma convocou ontem à noite às pressas uma reunião do Conselho Político, incluiu de última hora na agenda o lançamento do Plano de Proteção ao Emprego e concedeu entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”.

Na entrevista, Dilma disse que não cairá e que isso é luta política. “Não tem base para eu cair, e venha tentar. Se tem uma coisa que não tenho é disso”, afirmou a presidente, classificando alguns setores da oposição de “um tanto golpistas”.

Na leitura de analistas, o lançamento do Programa de Proteção ao Emprego é positivo no sentido de estancar as demissões, mas passa um sinal negativo do lado fiscal.

Atuação do Banco Central no câmbio
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total no leilão de rolagem de swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares). Com isso, repôs ao todo o equivalente a US$ 1,576 bilhão, ou por volta de 15% do lote de agosto, que corresponde a US$ 10,675 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

(Com informações das agências Reuters e Valor Online)

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