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Autoridade Nuclear Japonesa explica gafe após declaração sobre míssil

Shunichi Tanaka (Foto: Reprodução/Asahi)

O chefe da agência nuclear se explicou durante uma reunião com moradores na prefeitura de Fukui.

Shunichi Tanaka, presidente da Autoridade Nuclear Japonesa (ARN, na sigla em inglês) admitiu ter cometido um erro ao declarar que lançar um míssil em direção ao “centro de Tóquio” atenderia mais aos interesses da Coreia do Norte do que lançá-lo para uma central nuclear.

Segundo um porta-voz da Autoridade, o principal representante da segurança das instalações nucleares nipônicas fez esta afirmação na quinta-feira (06/07), durante uma reunião com moradores na prefeitura de Fukui, local que abriga vários reatores atômicos.

A gafe ocorreu quando Tanaka, ao ser questionado sobre quais dispositivos haviam sido adotados ante o risco de um míssil norte-coreano atingir instalações nucleares japonesas, respondeu:

“Não sei qual o nível técnico da Coreia do Norte, nem se um míssil norte-coreano teria o grau de precisão necessário para alcançar um pequeno reator, mas se eu fosse decidir, acredito que seria melhor apontar para o centro de Tóquio. Meio de brincadeira”.

Segundo a emissora estatal ‘NHK’, após a imprensa solicitar esclarecimentos sobre sua afirmação, Tanaka explicou:

 “Não era apropriado dizer ‘o centro de Tóquio’. Desejo realmente que não entremos em uma situação de conflito. O que eu queria questionar é por que temos que abordar sempre apenas as instalações nucleares. Se entrássemos em guerra não acredito que elas seriam o único problema”.

A repercussão da gafe do presidente da Autoridade Nuclear Japonesa reflete as tensões entre o Japão e a Coreia do Norte. A nação japonesa teme ser alvo do regime de Kim Jong-Un, que está desenvolvendo um programa balístico.

Na última terça-feira, Pyongyang, capital da Coreia do Norte, lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM) que caiu no Mar do Japão, ao oeste do arquipélago nipônico.

Especialistas norte-americanos afirmaram que este tipo de míssil, que voou sobre o Japão por 40 minutos, poderia atingir o Alasca.

Fontes: Canal NHk News |Revista Online Istoé | Jornal The Asahi Shimbun.

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