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Japão produz luz LED com metais raros extraídos do Pacífico

LED produzida com metal raro | Foto: Reprodução / NHK

A ideia é usar a descoberta para iluminar as instalações dos Jogos de Tóquio em 2020.

Pesquisadores japoneses conseguiram produzir diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) com metais de Terras Raras encontrados no leito do mar no sul do Japão, no Oceano Pacífico, informou a imprensa japonesa.

Há cinco anos, depósitos de metais raros foram encontrados no leito de águas que banham a ilha de Minami-Torishima, no Oceano Pacífico. Segundo informou a emissora estatal japonesa ‘NHK’, a área de exploração está localizada dentro da zona econômica exclusiva do Japão.

De acordo com o jornal financeiro ‘Nikkei’, o Japão conseguiu o direito de explorar seis localidades durante 15 anos em Minami-Torishima. A concessão foi autorizada pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos e pela ONU em 2013.

O local abrange um total de 3.000 km² em uma área de 600 km a sudeste de em Minami-Torishima, o que representa autorização para extração tanto dentro como fora da zona exclusiva japonesa nessa região.

O grupo de pesquisadores disse à ‘NHK’ que planeja produzir uma quantidade suficiente de LEDs para iluminar as instalações dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio em 2020, algo inédito em Olimpíadas.

Terras Raras
Os metais raros são comumente extraídos de Terras Raras, que são chamadas por alguns de “o ouro do século XXI” devido a sua raridade e valor econômico.

No geral, as Terras Raras são metais que servem de matéria-prima essencial para itens de alta tecnologia. Localizá-los com o grau de pureza e concentração necessárias é uma tarefa difícil, por isso são tidos como raros.

De acordo com a classificação da IUPAC, Terras Raras são um grupo relativamente abundante de 17 elementos químicos, dos quais 15 pertencem na tabela periódica dos elementos ao grupo dos lantanídeos, aos quais se juntam o escândio, elementos que ocorrem nos mesmos minérios e apresentam propriedade físico-químicas semelhantes.

As principais fontes econômicas de terras raras são os minerais, monazite, bastnasite, xenótimo, e loparite, além de argilas lateríticas que absorvem ions.

As terras raras são usadas na fabricação de vários produtos. Entre os principais estão os superimãs, telas de celulares, de tablets e de computadores, no processo de produção da gasolina e em painéis solares.

É estimado que a maior porcentagem das Terras Raras esteja localizada na Ásia, especialmente na China, que detém 2/3 das reservas globais e mais de 80% do total comercializado no mundo.

Com praticamente o monopólio chinês das Terras Raras, o preço desse commoditie é extremamente valorizado no mercado mundial.

Atrás da China está o Brasil, que possui 18% das reservas globais conhecidas de Terras Raras, a segunda maior do mundo, mas contribui com apenas 1% da produção global.

Correndo por fora está o Japão, que tem realizado inúmeras pesquisas para encontrar fontes próprias de Terras Raras, uma forma potencial de reduzir sua dependência da China.

Do Mundo- Nipo
Fontes: NHK | Jornal financeiro Nikkei | AsianWiki.

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