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Dólar cai mais de 1% com dados externos e cortes de gastos no Brasil

A moeda dos EUA eu deixou a casa de R$ 2,70, com os investidores recebendo bem o anúncio do corte de gastos do governo.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda de mais de 1% nesta quinta-feira (8), deixando a casa dos R$ 2,70 diante do bom humor externo após o Federal Reserve, banco central norte-americano, tranquilizar os mercados ao reforçar que não tem pressa para elevar os juros. Além disso, os investidores no mercado local receberam bem o anúncio do corte de gastos do governo, publicado hoje no Diário Oficial da União, o que também trouxe um alívio para o câmbio.

Ao término da sessão, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 2,6724 na venda, recuo de 1,15% ante o fechamento anterior. Na mínima do dia, a moeda chegou a cotação de R$ 26617. Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,7 bilhão.

Investidores ampliaram a venda da moeda americana buscando se antecipar ao relatório de emprego nos Estados Unidos, que será divulgado amanhã. De acordo com a agência Valor Online, as apostas é que os dados venham mais fracos, após a criação de empregos no setor privado nos Estados Unidos ontem ter vindo abaixo do esperado pelo mercado.

A perspectiva de que o Federal Reserve não deve elevar a taxa básica de juros tão cedo, reforçada pela ata da autoridade monetária americana divulgada ontem após o pregão, também ajudou a reduzir o temor com uma antecipação da normalização da política monetária nos EUA e ajudou a sustentar a alta das moedas emergentes, destacou o Valor Online.

No mercado local, investidores ainda repercutem o anúncio da redução do limite de gastos do governo para 2015. O governo brasileiro decidiu limitar as despesas não obrigatórias a 1/18 por mês do valor na lei orçamentária, que ainda precisa ser aprovada no Congresso. Segundo o Ministério do Planejamento, a redução representa corte adicional de R$ 1,9 bilhão ao mês.

“O governo está começando a colocar a mão na massa”, disse à Agência Reuters o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold, ressaltando, contudo, que o mercado ainda quer ver mais medidas concretas no âmbito fiscal.

Segundo a Reuters, agentes financeiros vêm buscando informações sobre como o governo pretende cumprir a meta fiscal anunciada para este ano, equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O mercado considerou que o número aponta na direção correta, mas será difícil de ser entregue.

Ainda de acordo com a Reuters, operadores destacavam o nível de R$ 2,70 como referência no curto prazo para o dólar. Segundo eles, a moeda norte-americana não deve se afastar muito desse patamar, nem para cima nem para baixo, enquanto ainda restarem dúvidas sobre os planos fiscais do governo e sobre a política monetária norte-americana.

Atuações do Branco Central
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total de até 2 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, pelas atuações diárias. Foram vendidos 1,9 mil contratos para 1º de setembro e 100 para 1º de dezembro, com volume correspondente a US$ 98,6 milhões.

O BC também vendeu a oferta integral de até 10 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 2 de fevereiro, equivalentes a US$ 10,405 bilhões. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 23% do lote total.

*As cotações são da Agência  Thomson Reuters

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