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Japão apoia instalação de sistema antimísseis dos EUA na Coreia do Sul

O plano é instalar em território sul-coreano o sistema antimísseis THAAD, um dos mais modernos do mundo, para proteger a região da ameaça norte-coreana.

O governo do Japão informou nesta segunda-feira (8) que apóia um plano anunciado ontem pelos governos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul para mobilizar em território sul-coreano com o sistema antimísseis americano THAAD, um dos mais modernos do mundo, informou a agência de notícias Kyodo.

Sistema antimissil THAAD (Foto: Lockheed Martin/Montagem Mundo-Nipo)

O sistema antimísseis americano THAAD é um dos mais modernos do mundo (Foto: Lockheed Martin/Montagem Mundo-Nipo)

As negociações para a instalação do polêmico e custoso projeto foi iniciada ontem entre Washington e Seul, depois que a Coreia do Norte lançou um foguete de longo alcance para por em órbita um satélite, o que foi condenado pela comunidade internacional por acreditar que o lançamento é parte de seus testes de mísseis balísticos, detalha a agência japonesa.

Em entrevista coletiva realizada hoje em Tóquio, o chefe de gabinete e ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, disse que Tóquio considera “apropriadas” as negociações entre iniciadas entre Washington e Seul.

Até agora, o governo sul-coreano não tinha se pronunciado com clareza sobre o polêmico e custoso projeto para montar o THAAD (Terminal High Altitude Area Defense), já que Pequim se opõe firmemente à medida, visto que inclui a colocação de radares de grande capacidade, que potencialmente poderiam captar informação militar confidencial em território oriental chinês, conforme noticiou a agência de notícias francesa ‘EFE’.

Suga também considerou em declarações publicadas pela agência “Kyodo” que a assinatura de um pacto com a Coreia do Sul em matéria de troca de dados de inteligência é “vital”, para vigiar mais de perto os movimentos do regime de Pyongyang, cujo projétil sobrevoou ontem território japonês.

A Coreia do Norte lançou na véspera um satélite ao espaço a bordo de um foguete, ação que a comunidade internacional considera um teste camuflado para melhorar o regime de mísseis intercontinentais capazes de transportar bombas atômicas para qualquer lugar do planeta.

O lançamento violou as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), que proibiu Pyongyang de realizar testes de mísseis balísticos.

A Coreia do Norte, no entanto, insiste em que o lançamento é parte de um programa espacial exclusivamente científico.

Líderes condenam o lançamento norte-coreano
O premier japonês, Shinzo Abe, classificou o lançamento de “absolutamente intolerável e uma clara violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU”.

A presidente sul-coreana, Park Geun-Hey, disse que “o Conselho de Segurança deve aprovar rapidamente medidas de punição severas”.

Em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, manifestou seu “pesar pela insistência da República Democrática Popular da Coreia de realizar um lançamento de mísseis, apesar da oposição internacional”.

A Coreia do Norte “tem o direito ao uso pacífico do espaço, mas esse direito está limitado pelas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, recordou a porta-voz chinesa.

A Grã-Bretanha condenou firmemente o lançamento, e a França pediu “uma resposta rápida e dura” do Conselho de Segurança, que teve uma reunião de emergência a portas fechadas no domingo (7), a pedido de Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

Mediante a isso, foi decidido abrir oficialmente negociações sobre a possibilidade de utilizar o sistema THAAD no marco dos esforços para reforçar a defesa antimísseis da aliança Coreia do Sul-EUA.

(Com informações das agências Kyodo, EFE e AFP)

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