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Dólar fecha perto da estabilidade após passar de R$ 2,79 no dia

No mês, o dólar já acumula valorização de 3,37%.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou praticamente estável ante o real nesta segunda-feira (9), mantendo-se perto das máximas em mais de uma década após se aproximar de R$ 2,80 durante a sessão, refletindo a apreensão dos investidores com a economia global, preocupados com as finanças da Grécia e seu futuro na zona do Euro e com a desaceleração da China. No mercado local, seguiu-se as incertezas com a Petrobras e fraqueza da economia brasileira.

A moeda norte-americana encerrou o dia com leve desvalorização de 0,03%, cotada a R$ 2,7774 na venda, após atingir R$ 2,7969 na máxima da sessão. No pregão anterior, o dólar encerrou cotado a R$ 2,7782, o maior valor de fechamento desde 10 de dezembro de 2004.

Segundo dados da BM&F, o movimento financeiro foi fraco, seguindo a tendência de baixo volume visto na semana passada, ficando em torno de US$ 436 milhões contra U$ 900 milhões de sexta-feira.

Com o resultado de hoje, a moeda acumula alta de 3,37% no mês de fevereiro, enquanto no ano há valorização de 4,46%.

O clima hoje foi de apreensão nos mercados globais, em meio aos temores sobre uma possível saída da Grécia da zona do euro e a alta dos juros nos Estados Unidos, dados fracos sobre a economia chinesa somaram-se ao quadro de apreensão.

Analistas não veem perspectiva de alívio no mau humor global no curto prazo, o que significa que a divisa pode encontrar forças para continuar a escalada nas próximas sessões, seguindo a tendência de alta após uma intensa valorização na semana passada, de acordo com a Agência Reuters.

Os ânimos deteriorados dos mercados refletiam preocupações com o futuro da Grécia na zona do euro. O impasse entre a Grécia e seus parceiros da zona do euro se acirrou nesta segunda-feira, com o primeiro-ministro esquerdista Alexis Tsipras insistindo que seu país não estenderá o programa de resgate atrelado a reformas e a Alemanha afirmando que Atenas não receberá mais dinheiro sem esse programa.

O mau humor hoje foi ampliado após divulgação das importações chinesas, que caíram 20% em janeiro em relação ao ano anterior, maior recuo desde maio de 2009, o que mostra que a segunda maior economia do mundo ainda está perdendo força apesar de uma série de estímulos. Segundo a Reuters, a China é um importante parceiro comercial do Brasil e números fracos sobre o país costumam respingar em outros mercados emergentes.

No Brasil, investidores continuavam mostrando ceticismo sobre a nomeação de Aldemir Bendine à presidência-executiva da Petrobras, o que já havia contribuído para elevar o dólar na sexta-feira. Segundo a Reuters, analistas avaliam que a combinação de apreensão com o futuro da estatal e a fraqueza nos fundamentos macroeconômicos brasileiros faz com que os ativos brasileiros mostrem tendência pior do que de outros mercados emergentes.

Atuação do Banco Central no câmbio
O Banco Central manteve seu programa de intervenções no mercado de câmbio, mas agora com metade da oferta. Foram vendidos 2.000 contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares): 900 com vencimento em 1º de dezembro deste ano e os outros 1.100 para 1º de fevereiro do ano que vem.

O BC também realizou mais um leilão para rolar os contratos de swap que vencem em 2 de março. Foram vendidos 13 mil swaps: 11.500 com vencimento em 1º de abril de 2016 e os outros 1.500 para 1º de junho de 2016.

A operação movimentou o equivalente a US$ 630,7 milhões. Ao todo, o BC já rolou o equivalente a US$ 3,788 bilhões, ou cerca de 36% do lote total, correspondente a US$ 10,438 bilhões.

(Com informações das Agências Reuters e AFP)

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