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Bolsa de Tóquio segue Nova York e fecha em queda de quase 1%

As perdas na bolsa japonesa aconteceram mesmo com a alta do dólar ante o iene.

Do Mundo-Nipo com Agências

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em queda nesta segunda-feira (9), acompanhando as perdas nas bolsas de Nova York na sexta-feira, que caíram em reação a divulgação de dados sobre emprego nos Estados Unidos.

O Nikkei 225, índice que reúne as empresas mais negociadas da bolsa japonesa, caiu 180,45 pontos, recuo de 0,95% ante o fechamento anterior, encerrando aos 18.790,55 pontos. Trata-se do maior recuo desde 2 de fevereiro e vem após o índice avançar 1,17% na sexta-feira, quando garantiu a quarta alta semanal consecutiva e atingiu o patamar mais alto desde 24 de abril de 2000.

Já, o indicador Topix, que agrupa os valores da primeira seção em Tóquio, recuou 9,08 pontos, baixa de 0,59% ante o fechamento de sexta-feira, encerrando o dia aos 1.531,76 pontos.

O volume das transações na sessão principal caiu para cerca 1,797 bilhão de ações negociadas, o nível mais baixo do ano.

As negociações em Tóquio iniciaram o dia em queda, rastreando o declínio das bolsas em Nova York, que fecharam em baixa na sexta-feira, com um movimento predominante de vendas de ações após dados do governo mostrarem que a economia dos EUA adicionou 295 mil postos de trabalho em fevereiro, bem acima da expectativa do mercado, que estimava a criação de 240 mil vagas. A taxa de desemprego também superou as expectativas, caindo para 5,5% ente 5,7% no mês anterior.

“Esses números são potencialmente fortes”, disse Hiroichi Nishi, gerente geral de pesquisa de ações da SMBC Nikko Securities. “O mercado vê a economia dos Estados Unidos em uma base mais firme e agora está focado na reunião do Fomc [Comitê Federal de Mercado Aberto, do Fed] na próxima semana”, disse Nishi, acrescentando que os bons números de emprego reforçam as apostas de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) eleve as taxas de juros em junho.

A revisão para baixo do crescimento da economia japonesa contribuiu, em pequena margem, para a aversão ao risco em Tóquio. Na noite de domingo, o governo japonês informou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país no quarto trimestre de 2014 foi revisado para uma expansão de 1,5% ante igual período de 2013. A leitura preliminar mostrava avanço de 2,2%.

“Este é um dado [PIB] passado. Eu acho que a maioria dos investidores ainda estão otimistas de que o mercado será apoiado por um forte desempenho das empresas e pela procura de ações dos fundos de pensão”, disse Hiroaki Hiwada, estrategista da Toyo Securities.

As perdas de hoje aconteceram mesmo com a alta do dólar ante o iene, que costuma valorizar os papéis de exportadoras japonesas. A explicação é que permanece viva a sensação dos investidores de que o mercado financeiro japonês está superaquecido.

Entre a exportadoras, a Sony perdeu 1,6% e a Mazda Motor recuou 1,2%. No noticiário corporativo, as maiores quedas foram protagonizadas por distribuidoras de energia, que caíram após a JX Nippon Oil & Energy anunciar que vai dobrar sua produção de energia. A percepção de aumento da competição levou a Kansai Electric Power, a Tokyo Electric Power e a Chugoku Electric Power a perdem, respectivamente, 3,5%, 1,5% e 2,7%.

Contrariando a tendência, a Japan Display chegou a saltar 5% durante a sessão, depois de anunciar, sexta-feira, que vai investir 170 bilhões de ienes (US$ 1,4 bilhão) para construir uma fábrica no Japão em meio à crescente demanda por telas para smartphone.

(Com informações das agências Estado e Kyodo)

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