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Mais de 123 mil seguem deslocados no Japão após terremoto de 2011

Abrigo temporário em Minamisoma (Foto: Aflo Images)

A maioria dos deslocados ainda vive em abrigos temporários e em total desconforto.

Quase seis anos se passaram desde o grande terremoto e tsunami que, praticamente, devastaram o nordeste japonês em 11 de março de 2011, um desastre que deixou mais de 18 mil pessoas mortas ou desaparecidas.

Segundo um levantamento da Agência da Reconstrução do Japão, divulgado na quarta-feira (8), mais de 123 mil pessoas continuavam deslocadas até meados de fevereiro, com a maioria ainda vivendo em abrigos temporários.

Apesar de o número representar retração de aproximadamente 30% em relação ao ano anterior, muitas pessoas continuam vivendo em total desconforto.

No grande terremoto que atingiu a região de Kobe, no oeste japonês, em 1995, todos os deslocados deixaram as moradias temporárias dentro de cinco anos. A tragédia deixou mais de 6.400 mortos.

Nas províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, as mais afetadas pelo desastre de 2011, mais de 35 mil pessoas continuam a morar em casas temporárias pré-fabricadas. Uma das razões apontadas é o atraso na construção de habitações públicas, bem como o trabalho de elevação dos terrenos residenciais.

Na província de Fukushima, áreas ao redor da usina nuclear danificada, que foi atingida pelo tsunami e gerou a pior crise nuclear desde a ocorrida em Chernobyl em 1985, continuam com acesso proibido ou limitado, com níveis de radiação mais altos que o padrão de segurança. Ainda não se sabe ao certo quando os moradores de tal região poderão voltar a suas casas.

Contudo, muitos deles estão relutantes de retornarem às suas casas desde que as ordens foram suspensas em alguns dos municípios afetados foram declarados habitáveis após limpeza da radiação.

De acordo com um recente levantamento, apenas 12,9% dos moradores que estiveram sujeitos a ordens de retirada, em razão de o acidente nuclear ocorrido em Fukushima, retornaram a seus lares em cinco povoados. Os dados correspondem às localidades de Tamura, Minamisoma, Kawauchi, Katsurao e Naraha.

Muito dos deslocados continuam temerosos com a radiação, mesmo com o governo central atestando que tais “localidades passaram a ficar habitáveis após anos de sistemática descontaminação”.

Fontes: NHK News Japan | Agência Kyodo.

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