Notícias

Japão vai importar gás de xisto dos EUA

Foto: Stockvault

Será a primeira vez que o Japão importará esse tipo de gás dos Estados Unidos.

Duas grandes operadoras japonesas de energia elétrica anunciaram que vão utilizar gás de xisto em uma usina termoelétrica em Joetsu, na província de Niigata, na região central do Japão. Segundo informou hoje (9) a emissora pública ‘NHK’, o gás será importando dos Estados Unidos por intermédio de uma joint venture estabelecida por ambas as companhias.

Será a primeira vez que esse tipo de gás será importado dos Estados Unidos para o Japão. As companhias em questão são a Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco, na sigla em inglês) e a Companhia de Energia Elétrica de Chubu.

A primeira carga enviada dos Estados Unidos vai ter cerca de 70 mil toneladas de gás liquefeito de xisto, o que acontecerá já em janeiro de 2017.

Até janeiro de 2018, a joint venture japonesa planeja importar aproximadamente 700 mil toneladas, conforme noticiou a ‘NHK’.

Gás de xisto
O gás de xisto, também chamado de gás não convencional, é um gás natural encontrado em uma rocha sedimentar porosa de mesmo nome. O gás é basicamente o mesmo que o derivado do petróleo, mas a forma de produção e o seu envólucro são diferentes.

Ele se encontra comprimido em pequenos espaços dentro da rocha, o que requer a criação de fraturas por meio da pressão hidráulica, num processo conhecido como fraturamento, no interior de seu reservatório na rocha, permitindo que o gás flua e seja coletado. Tal precisão requer uma tecnologia avançada para perfurar e estimular (fraturar) as zonas que englobam o gás.

Hoje tal tecnologia, aparentemente complicada e dispendiosa, está se tornando mais acessível, pois há um rápido aumento na produção de gás de xisto, especialmente nos Estados Unidos, onde ele supre cerca de um quarto das necessidades de energia. De fato, o gás de xisto mudou a matriz energética dos EUA nos últimos anos, derrubando os preços da commodity no mercado doméstico.

O gás de xisto é destinado principalmente ao aquecimento de casas, geração de eletricidade e aplicações diversas em fábricas. Fonte: National Geographic.

Gás de xisto dos EUA
Além do gás de xisto, os Estados Unidos viveu nos últimos anos a revolução do petróleo de xisto, o shale oil. Um grupo de pequenas produtoras de petróleo de xisto americanas e canadenses passou a desafiar as produtoras tradicionais de petróleo – reunidas na Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Opep – com suas estruturas altamente competitivas.

Agora, porém, com os preços do óleo pouco acima de US$ 40 e com gigantes como a Arábia Saudita mantendo suas estruturas a pleno vapor, os produtores de petróleo de xisto podem se ver em maus lençóis. O óleo de xisto pode não ser viável a preços baixos e colocar em risco a saúde financeira das empresas americanas no setor e também de seus investidores e distribuidores. Fonte: Jornal Estadão.

Comentários