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Premiê japonês quer cooperar com novo presidente sul-coreano

Soldados segurando bandeiras de Japão e Coreia do Sul (Foto: Tiexue)

Abe está na expectativa de trabalhar com o novo líder sul-coreano para lidar com a Coreia do Norte.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, enviou felicitações a Moon Jae-In por sua vitória e posse, nesta quarta-feira, como novo presidente da Coreia do sul. O líder japonês disse que está na expectativa de cooperar com o novo presidente da Coreia do Sul para lidar com a Coreia do Norte, informou a emissora pública ‘NHK’.

As declarações de Abe acorreram esta manhã em Tóquio, durante reunião de autoridades do governo e dirigentes dos partidos da coalizão governista.

De acordo com a emissora estatal, o líder japonês afirmou que a Coreia do Sul é o mais importante vizinho do Japão e que as duas nações compartilham interesses estratégicos. Abe expressou prontidão em trabalhar junto com o novo líder sul-coreano para superar as tensões regionais.

Abe também manifestou forte intenção de desenvolver com Seul relações voltadas para o futuro, com base em “diálogos e acordos voltados, principalmente, para superar as tensões regionais e assim instaurar a paz na região”.

Ainda de acordo com a ‘NHK’, o primeiro-ministro declarou que continuará trabalhando em estreita colaboração com os Estados Unidos, Coreia do Sul, China e Rússia para instar fortemente Pyongyang a desistir de seu programa nuclear e testes de mísseis balísticos.

Contudo, Abe demonstrou que ainda está muito preocupado com a segurança da população. Ele reiterou que o Japão se mantém em alerta elevado para quaisquer novas provocações da Coreia do Norte, citando ainda sobre um novo sistema de alerta contra mísseis.

Novo presidente da Coreia do Sul
O novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, de 64 anos, tomou posse nesta quarta-feira, um dia após sua vitória eleitoral, e afirmou que está disposto a visitar Pyongyang, no caso de circunstâncias adequadas, em um momento de grande tensão na península, segundo informou a imprensa internacional.

Moon é um político de esquerda e um veterano defensor dos direitos humanos. Ele já havia afirmado que é favorável a uma aproximação menos conflituosa com o Norte, opinião contrária à postura rígida da ex-presidente destituída Park Geun-Hye, que sofreu impeachment em março deste ano após envolvimento em uma série de escândalos relacionados à corrupção.

Depois de vencer as eleições antecipadas, convocadas após o impeachment de Park, Moon fez o juramento solene de posse e afirmou que vai trabalhar pela paz na península.

“Se for necessário, vou viajar a Washington imediatamente”, disse ele a respeito do aumento da tensão provocada pelo programa armamentista da Coreia do Norte. “Vou a Pequim, a Tóquio e a Pyongyang caso as circunstâncias sejam adequadas”, ressaltou ele.

Moon enfrenta uma delicada tarefa diplomática com a Coreia do Norte, que almeja produzir um míssil com capacidade de atacar os Estados Unidos e que tem Seul e Tóquio ao alcance de sua artilharia.

Paralelamente, Seul enfrenta uma disputa com Pequim a respeito da instalação de um escudo antimísseis americano THAAD, assim como divergências históricas com o Japão, ex-ocupante colonial.

A China está irritada com a instalação do escudo THAAD, que Pequim considera uma ameaça contra suas próprias capacidades de dissuasão.

Enquanto isso, o governo do presidente americano, Donald Trump, reiterou nos últimos meses que a opção militar está sobre a mesa, alimentando os temores de uma escalada. Ele enviou uma forte armada marítima à península coreana, o que causou ameaças de Pyongyang, de que os EUA e aliados, incluindo Japão, sofreriam ataques nucleares caso fosse atacado.

Contudo, Trump mudou de tom na semana passada ao declarar que seria uma “honra” se reunir com o dirigente norte-coreano Kim Jong-un, “se as circunstâncias forem adequadas”.

Essa ideia também foi manifestada por Shinzo Abe, que no mês passado declarou que prefere uma “aproximação mais diplomática com Pyongyang no lugar da força” e assim tentar dissuadir o Kim Jong-un a desistir de seu programa nuclear.

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