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Dólar tem 7ª queda seguida e fecha abaixo de R$ 3,14

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A moeda dos EUA fechou no menor nível em mais de um ano e já acumula perdas de 4,27% em sete dias.

O dólar seguiu o mercado externo e fechou em queda pela sétima sessão consecutiva nesta quarta-feira (10), renovando a mínima em mais de um ano, cotado abaixo de R$ 3,14, influenciado pela decisão do Senado em dar continuidade ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

A moeda norte-americana caiu 0,28%, encerrando o dia cotada a R$ 3,1322 na venda, menor nível de fechamento desde 13 de julho de 2015, quando valia R$ 3,1308. Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,1132, o menor nível intradia desde 14 de julho de 2015 (R$ 3,1114), segundo a agência ‘Reuters’.

Somente nas últimas sete sessões, a divisa dos EUA acumula desvalorização de 4,27%. No mês de agosto, o dólar tem queda acumulada de 3,41%. No ano, a desvalorização chega a 20,66%.

O dólar já abriu em queda no início da sessão, seguindo o movimento do mercado global. No fim da manhã, no entanto, apresentou alguma volatilidade e chegou a esboçar avanços no início da tarde diante da queda dos preços do petróleo, o que deixou investidores cautelosos e limitou a desvalorização do dólar nesta sessão. Preocupações com as perspectivas fiscais brasileiras também contribuíram para minimizar as perdas.

Processo de Impeachment
Nesta madrugada, o Senado aprovou o prosseguimento do processo de impeachment contra a presidente afastada, Dilma Rousseff. Agora, ela se torna ré e será submetida ao julgamento definitivo, que decidirá se ela cometeu ou não crime de responsabilidade.

A perspectiva de que o impeachment seja confirmado em julgamento no fim deste mês tem animado investidores, que vêm recebendo bem as promessas de contenção de gastos do presidente interino, Michel Temer.

Atuação do Banco Central no câmbio
Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu novamente 10 mil swaps reversos, contratos que equivalem a compra futura de dólares. O BC vem atuando dessa forma quase diariamente desde o mês passado.

Fontes: Agência Reuters | UOL Economia.

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