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Dólar fecha abaixo de R$ 3,50 após moeda chinesa quebrar série de 3 quedas

O dólar fechou a semana com recuo de 0,71%. No mês e no ano, porém, acumula alta de 1,71% e 31,01%.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda ante o real nesta sexta-feira (14), refletindo o alívio no mercado externo após moeda da China, o iuan, interromper série de três dias consecutivos de desvalorização, movimento que vinha golpeando o apetite por risco nos mercados globais. O resultado também refletiu um quadro mais tranqüilo no cenário político local, com os investidores enxergando chances menores de a presidente Dilma Rousseff não terminar seu mandato.

Ao final das negociações, a moeda norte-america estava cotada a R$ 3,4831 na venda, com desvalorização de 0,87%, após subir 1,13% na véspera e fechar em R$ 3,5374, maior nível desde o último dia 6, quando foi a R$ 3,5374.

Com o resultado, o dólar fechou a semana com desvalorização de 0,71%. No mês e no ano, porém, a moeda acumula alta de 1,71% e 31,01%, respectivamente.

Alívio no cenário externo
O iuan fechou esta sexta-feira praticamente estável, com operadores afirmando que uma combinação de mensagens tranquilizadoras de reguladores e ordens de compra de bancos estatais limitaram os movimentos do mercado. A queda da moeda chinesa nas últimas três sessões tem prejudicado o apetite por ativos de mercados emergentes.

No fim do dia, os ministros das Finanças da zona do euro concordaram com o terceiro programa de resgate para a Grécia, no valor de até € 86 bilhões em três anos.

Quadro político no Brasil mais tranquilo
O quadro mais tranquilo no cenário político local corroborou para o movimento do câmbio no mercado brasileiro, segundo a agência Reuters, os investidores enxergaram menores chances de a presidente Dilma Rousseff não terminar seu mandato após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidir que as contas do governo devem ser analisadas em sessão conjunta do Congresso Nacional, e não separadamente pela Câmara dos Deputados ou Senado.

“O mercado teve um surto, mas está voltando à realidade. Não dá para trabalhar com um cenário de impeachment como cenário-base”, disse à Reuters o tesoureiro-chefe de um banco nacional.

Os investidores avaliavam também os pronunciamentos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Levy participou de um evento da Amcham em São Paulo, enquanto Tombini falou em um seminário sobre estabilidade financeira também na capital paulista. O ministro afirmou nesta sexta-feira que a alta do dólar frente ao real vai ajudar a indústria brasileira e que é preciso trabalhar duro para aprovar leis que melhorem o ambiente de negócios no país.

Já Tombini disse que, diante do avanço da inflação, a expectativa do Banco Central é que o índice oficial acumulado em 12 meses atinja seu pico neste trimestre e permaneça em níveis elevados até o final do ano. Na sequência, a trajetória de queda dos preços deverá ser iniciada.

Atuação do Banco Central no câmbio
O Banco Central deu continuidade ao seu programa de interferência no câmbio. Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence no próximo mês. Ao todo, o BC já rolou US$ 4,367 bilhões, ou cerca de 44%, do total de US$ 10,027 bilhões e, se continuar neste ritmo, vai recolocar o todo o lote.

(Com informações das agências Valor Online e Reuters)

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