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Dólar interrompe série de 3 quedas e fecha semana acima de R$ 4

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O dólar subiu mais de 1% sobre o real. No mês e no ano, a moeda acumula valorização de 2,47%.

Depois de fechar em queda por três sessões consecutivas, o dólar subiu mais de 1% nesta sexta-feira (15) e fechou a semana cotado acima de R$ 4, refletindo a queda no preço do petróleo e puxado por preocupações com a China, após nova desvalorização da bolsa chinesa, o que gerou maior aversão a risco no exterior.

A moeda norte-americana avançou 1,18%, cotada a R$ 4,0458 na venda, após atingir R$ 4,0678 na máxima da sessão.

Com o resultado de hoje, o dólar encerrou a semana com valorização 0,13%. No mês e no ano, a moeda acumula alta de 2,47%.

O clima de pessimismo nos mercados se acentuou com o recuo do preço do petróleo abaixo de US$ 30 o barril, com analistas não vendo a estabilidade do preço da commodity no curto prazo, esperando um aumento da oferta com entrada em vigor do acordo nuclear com o Irã, que prevê o fim das sanções econômicas ao país.

Além disso, dados mostrando uma desaceleração dos empréstimos na China e a queda da bolsa chinesa aumentou a preocupação com o ritmo de crescimento da economia asiática, afetando principalmente as moedas de países atrelados a commodities.

No cenário local, investidores continuavam apreensivos em relação à estratégia do governo para enfrentar a crise econômica. Dúvidas sobre o comprometimento do governo com o ajuste fiscal e os próximos passos da política monetária sustentavam a cautela.

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta manhã que não há contradição entre a expansão do crédito concedido por bancos públicos e a atual política monetária apertada.

Atuações do Banco Central
Nesta manhã, o BC brasileiro renovou a oferta de 11,6 mil contratos de swap cambial (equivalente à venda futura de dólares) que vencem em fevereiro.

Até o momento, o a autoridade monetária já negociou o equivalente a US$ 5,636 bilhões, ou cerca de 54% do lote total, que corresponde a US$ 10,431 bilhões.

Fontes: Agência Valor Online | Agência Reuters.

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