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Bolsa de Tóquio fecha a semana com alta acumulada em quase 2%

A valorização na semana reflete os bons relatórios de lucros das grandes empresas japonesas.

Do Mundo-Nipo com Agências

A Bolsa de Valores de Tóquio fechou em alta nesta sexta-feira (15), acumulando ganhos de quase 2% na semana, reflexo do otimismo pelos bons resultados de relatórios financeiros das grandes empresas japonesas ao longo do mês. A alta de hoje, no entanto, foi sustentada pela estabilização no mercado de bônus governamentais da Europa, o que permitiu a volta do apetite por ativos de risco.

O Nikkei 225, índice que reúne as empresas mais negociadas da bolsa japonesa, subiu 162,68 pontos, alta de 0,83% ante o fechamento anterior, encerrando o dia ao s 19.732,92, acumulando um ganho de 1,83% na semana. Já o indicador Topix, que agrupa os valores da primeira seção em Tóquio, subiu 15,62 ponto, avanço de 0,98%, fechando aos 1.607,11 pontos.

Segundo cálculos da SMBC Nikko Securities, as companhias mais importantes da bolsa de Tóquio apresentaram um lucro médio 7,6% maior ao término do ano fiscal que acabou em março. Elas também projetaram um ganho de 11,5% maior para o próximo ano fiscal.

Outro fator que deu suporte às ações foi a estabilidade dos rendimentos dos bônus europeus, que já na sessão de ontem levou o índice S&P 500 a registrar um novo recorde. A calmaria no mercado de bônus permitiu a volta do apetite por risco.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse em um discurso no Fundo Monetário Internacional (FMI), realizado ontem em Washington, que a autoridade monetária da Europa continuará sua flexibilização quantitativa “enquanto for necessário”.  Esta reafirmação de Draghi impediu que os rendimentos de títulos europeus subissem ainda mais.

“A estabilidade no mercado de bônus alivia as bolsas dos EUA e, em seguida, impulsiona o mercado acionário de Tóquio”, disse Toshikazu Horiuchi, estrategista da IwaiCosmo Securities.

Entre os destaques de hoje, os papeis da Dentsu subiram 13,65% após a empresa divulgar um lucro líquido 20% maior. Já os papeis da Mitsubishi UFJ Financial Group ganharam 3,31% após o jornal Nikkei publicar matéria dizendo que o banco iria comprar de volta 100 bilhões de ienes em ações.

Por outro lado, as ações da Nikon recuaram 10,96% após a empresa divulgar que seu lucro líquido caiu 61% no ano fiscal que terminou em março. O mau resultado levou a empresa a cortar pela metade o pagamento de dividendos no final do próximo ano fiscal.

O volume das negociações na seção principal ficou em 2.548,72 bilhões de ações, contra de 2.574,84 bilhões de ações observados na quinta-feira.

(Com informações das agências Estado e Kyodo)

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