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Revisão da produção industrial do Japão confirma forte alta de 4% em maio

Foto: Kyodo

Os dados revisados reiteram que a produção japonesa vem se recuperando gradativamente.

Os números revisados da produção industrial do Japão em maio ficaram inalterados ante o avanço na leitura preliminar de 4,2% em relação ao mesmo mês de 2017, de acordo com dados revisados do governo do país, confirmando assim um forte crescimento setor no quinto mês do ano.

Na comparação mensal, o índice recuou 0,2% em termos sazonalmente ajustados. De acordo com o relatório revisado do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), a leitura preliminar havia mostrado dados idênticos.

O relatório revisado mostra ainda que os embarques das indústrias caíram 1,6% em maio ante abril e tiveram alta de 3,3% na comparação com maio de 2017. Os estoques avançaram 0,6% na comparação mensal e 2,5% na anual.

“A produção japonesa vem se recuperando gradativamente”, avalia o ministério no relatório.

A produção industrial, que mede o ritmo das fábricas japonesas, é considerada fundamental para antecipar o desempenho da economia do país, que é altamente dependente do setor manufatureiro.

Produção Industrial do Brasil
A produção industrial brasileira despencou 10,9% em maio em relação a abril, no recuo mais acentuado desde dezembro de 2008 (-11,2%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contudo, a queda é menor que a previsão de retração de 13,9%, conforme mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA.

Já na comparação com maio do ano passado, a atividade do setor interrompeu 12 meses consecutivos de resultados positivos e recuou 6,6%. A queda também foi menor que a estimativa, de -11,0%, ainda conforme o Termômetro CMA. Até maio, a indústria nacional acumula altas de 2,0% no ano e de 3,0% nos últimos 12 meses.

Segundo o IBGE, o resultado de maio reflete os efeitos da paralisação dos caminhoneiros, que afetou o processo de produção de várias unidades no país. Com isso, o nível de atividade do setor retornou aos patamares próximos ao de dezembro de 2003, ficando 23,8% abaixo do ponto recorde alcançado em maio de 2011.

Do Mundo-Nipo
Fontes: Agência CMA || Nikkei Asian.

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