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Dólar fecha em queda com expectativa de decisão sobre juros nos EUA

Apesar de acumular queda de 1,11% na semana, o dólar subiu 5,71% no mês e 44,21% no ano.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (16), acompanhando o movimento de alívio na aversão a risco no mercado externo, com investidores atentos à reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), na qual decidirá se mantém ou eleva a taxa de juros na maior economia do mundo.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 3,8341 na venda, recuo de 0,74%, após subir 1,28% na véspera. Na semana, o dólar acumula queda de 1,11%. No mês e no ano, há valorização de 5,71% e 44,21%, respectivamente.

Mercado externo
Nesta sessão, o dólar acompanhou o movimento de outros mercados emergentes. A Bolsa da China saltou quase 5%. O mercado suspeita que o governo chinês tenha feito uma intervenção perto do fechamento, com uma enxurrada de compras de ações, fazendo com que as cotações subissem.

O movimento aliviou um pouco as preocupações com a desaceleração da economia da China, referência para investidores em mercados emergentes.

Ainda no cenário internacional, o principal foco do mercado era a reunião do Fed, em meio a incertezas sobre a possibilidade de o banco central norte-americano promover a primeira alta de juros em quase uma década.

Embora a recuperação da economia norte-americana venha dando sinais de força, as turbulências financeiras recentes nos mercados globais e a inflação persistentemente baixa nos EUA geraram dúvidas no mercado.

Pesquisa da agência de notícias Reuters mostrou que uma maioria apertada prevê a manutenção dos juros norte-americanos nos atuais patamares, perto de zero. Na semana passada, pouco mais da maioria apostava no aumento.

Juros mais alto nos EUA preocupam investidores, pois podem atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países, como o Brasil.

Cenário interno
Apesar da trégua no forte movimento de compra de dólares, investidores seguem cautelosos com o cenário do quadro fiscal brasileiro e aguardam as negociações do governo para aprovar as medidas fiscais anunciadas na segunda-feira no Congresso, que envolvem o corte de gastos e aumento de impostos.

Apesar do rebaixamento da nota de crédito do Brasil para grau especulativo pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s, o fluxo cambial não mostra ainda uma forte saída de recursos do país.

O fluxo cambial foi negativo em US$ 860 milhões na semana passada, resultado de uma saída líquida de US$ 1,052 bilhão na conta financeira e de entrada líquida de US$ 191 milhões na conta comercial, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

No mês, até o dia 11, o fluxo cambial está negativo em US$ 517 milhões, resultado de uma saída líquida de US$ 1,307 bilhão na conta financeira e superávit de US$ 789 milhões na conta comercial.

No ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 10,758 bilhões, contra déficit de US$ 794 milhões registrado no mesmo período do ano passado.

No dia 10 de setembro, o BC liquidou a venda de US$ 300 milhões referente a venda de dólares por meio de leilão de linha com compromisso de recompra.

Nesta manhã, o Banco Central deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em outubro, vendendo a oferta total de até 9.450 contratos.

Ao todo, a autoridade monetária já rolou o equivalente a US$ 4,971 bilhões, ou cerca de 53% do lote total, que corresponde a US$ 9,458 bilhões. Se mantiver o mesmo ritmo, o BC deve rolar o lote integral de swaps cambiais que vence mês que vem.

(Com informações das Agências Reuters e Valor Online)

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