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Média salarial das mulheres no Japão é superior a R$ 8,5 mil

Em 2015, o salário médio das mulheres aumentou 4 mil ienes, mas o salário dos homens teve um crescimento ainda maior.

No Japão, onde a desigualdade de gênero é uma das mais elevadas do planeta, a média do salário base das mulheres chegou ao valor recorde 242 mil ienes (cerca de R$ 8.537 pelo câmbio atual do Banco Central do Brasil) em 2015, mostraram dados divulgados ontem (17) pelo governo do país.

De acordo com o levantamento do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social do Japão, que não inclui horas extras, bônus, benefícios e adicionais, a média salarial das mulheres aumentou cerca de 4 mil ienes (R$ 141) em relação a 2014.

Apesar da significativa elevação nos salários do “sexo frágil”, os trabalhadores homens viram seus salários crescer 5,5 mil ienes (R$ 194) em 2015 ante 2014, ou seja, os homens ganharam, em média, 335,1 mil ienes (R$ 11.822) em 2015.

O levantamento do Ministério envolveu trabalhadores efetivos que atuam em período integral em 50 mil empresas com mais de 10 funcionários.  A pasta também explica que tomou como base uma análise feita em cima de seis meses de salários, sem contar horas extras, bônus, benefícios e adicionais.

Em relação aos trabalhadores temporários e que atuam em tempo integral, o salário médio ficou em 205,1 mil ienes (R$ 7.235), enquanto os que trabalham em meio período receberam um salário médio de 1,059 mil ienes (R$ 37,36) por hora. Esses valores são referentes a trabalhadores de ambos os sexos.

Salários defasados
Apesar de sinalizar animador, a elevação da média salarial não é suficiente para compensar as perdas que o salário real, ajustado a inflação, sofreu no ano passado.

Dados recentes do Ministério do Trabalho mostraram que os salários traçaram um declínio de 0,9% em 2015 na comparação com 2014, enquanto a média anual da renda mensal por família (em termos reais) subiu apenas 1,1% no ano passado, o que representa forte desaceleração em relação a 2014, quando o rendimento médio apresentou alta de 3,2%.

Com isso, os salários defasados dos trabalhadores têm minado o poder de compra dos japoneses e, consequentemente, puxado para baixo os gastos dos consumidores.

Os indicadores ruins ressaltam os desafios que o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, continuará enfrentando para fazer o país voltar a crescer, já que as exportações para os mercados emergentes não conseguem ganhar impulso suficiente que compensem a fraca demanda doméstica.

(Com Agência Kyodo)

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