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Dólar tem 6ª alta seguida e fecha a R$ 3,23

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Somente nos últimos seis dias, o dólar acumulou valorização de 3,22%.

O dólar avançou sobre o real nesta quinta-feira (18) e fechou em alta pela sexta sessão consecutiva, um movimento influenciado pela repercussão da ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) sobre juros e por nova intervenção do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio.

A moeda norte-americana subiu 0,67%, encerrando o dia cotada a R$ 3,2333 na venda, após chegar a R$ 3,2432 na máxima e cair a R$ 3,2002 na mínima do dia, de acordo com a agência de notícias ‘Reuters’.

Nos últimos seis dias, o dólar acumulou valorização de 3,22%. Na semana, a divisa dos EUA acumula alta de 1,51%. No mês de agosto, recua 0,29% e, no acumulado de 2016, perde 18,1%.

Cenário externo
Investidores ainda repercutiam a ata da última reunião sobre juros do Federal Reserve, divulgada na véspera. O documento mostrou uma certa cautela de alguns membros do Fed, o que contrariou as apostas que cresceram nos últimos dias de que os juros nos EUA poderiam subir em breve.

Na manhã desta quinta-feira, o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, voltou a sugerir a possibilidade de alta de juros em breve, ressaltando o fortalecimento do mercado de trabalho norte-americano.

Juros mais altos nos EUA podem atrair para lá recursos atualmente aplicados em países onde as taxas são maiores, como o Brasil.

Mercado interno
No Brasil, investidores continuavam buscando mais pistas sobre as intenções do Banco Central no mercado de câmbio.

“Com a atuação mais pesada do Banco Central e as especulações sobre o fiscal nos últimos dias, o real tem tido desempenho pior que as outras moedas. E hoje, o mercado desviou o foco para o (cenário) local”, disse o estrategista de um banco internacional à ‘Reuters’.

Declarações do presidente interino, Michel Temer, demonstrando preocupação com a queda da moeda norte-americana levaram alguns investidores a apostar que o governo quisesse evitar maior desvalorização do dólar.

Dólar barato demais pode atrapalhar a recuperação econômica ao prejudicar as exportações e impulsionar as importações. Por outro lado, o dólar alto faz a inflação acelerar.

O Banco Central vem mantendo sua estratégia de vender diariamente 15 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, desde que aumentou a oferta na semana passada, sobre 10 mil contratos diários até então. O reforço na intervenção contribuiu para tirar o dólar das mínimas em quase um ano atingidas neste mês.

Fontes: Agência Reuters | UOL Economia.

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