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Dólar renova máxima e fecha acima de R$ 2,36

A moeda dos EUA disparou, e acumula valorização de mais de quase 6% em setembro.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar renovou sua máxima ante o real nesta quinta-feira (17) e fechou acima de 2,36, voltando a atingir o maior valor desde março. Segundo o jornal ‘Valor Online’, a cotação, contudo, afastou-se das máximas próximas de R$ 2,38, refletindo um leve movimento de realização de lucros, conforme cresceu a expectativa de uma ação do Banco Central para impedir que o dólar atinja a marca psicológica de R$ 2,40.

A moeda norte-americana encerrou o dia com valorização de 0,31%, cotada a US$ 2,3650 para a venda, após subir 1,25% na véspera. É o maior valor de fechamento desde 11 de março, quando a moeda atingiu R$ 2,368.

Com o resultado de hoje, o dólar zerou as perdas que tinha acumulado ao longo do ano e passou a registrar valorização de 0,32%. No acumulado da semana, a moeda tem alta de 1,28%. No mês, o acumulo já atinge 5,63%.

Citando incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos e as eleições no Brasil, investidores compraram dólares para testar a tolerância do Banco Central ao fortalecimento da moeda norte-americana, destaca a agência Reuters.

Na véspera, o Federal Reserve, banco central norte-americano, reiterou sua promessa de manter os juros próximos de zero, mas sugeriu que o futuro aperto monetário pode ser mais intenso do que o esperado. O anúncio levou o dólar a subir mais de 1% na sessão anterior e fechar a R$ 2,35 pela primeira vez desde março.

Nesta sessão, o mercado permaneceu atento ao referendo sobre a separação da Escócia do Reino Unido, que ocorre nesta quinta-feira. Investidores também aguardam as próximas pesquisas de intenção de voto sobre as eleições presidenciais brasileiras. Os últimos levantamentos têm mostrado Marina Silva (PSB), preferida pelos mercados ao atual governo, em empate técnico com a presidente Dilma Rousseff (PT) em um eventual segundo turno.

A escalada da moeda norte-americana fez crescer a especulação sobre atuações mais fortes do Banco Central no câmbio, de forma a evitar impactos inflacionários por meio do encarecimento de importados.

Investidores têm apostado em um aumento das rolagens de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares. Nesta sessão, o BC continuou vendendo a oferta de até 6 mil contratos para a rolagem do lote que vence em 1º de outubro. Até agora, rolou cerca de 40% do lote total, que corresponde a US$ 6,677 bilhões.

O BC também manteve nesta manhã a venda integral de até 4 mil swaps pelas atuações diárias. Foram vendidos 1,5 mil contratos para 1º de junho e 2,5 mil para 1º de setembro de 2015, com volume correspondente a US$ 197,8 milhões.

*As cotações são da Agência  Thomson Reuters.

 


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