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Economia da China tem o pior resultado em 25 anos

A desaceleração do gigante asiático afeta a economia global, isso porque a China é um dos maiores importadores do planeta.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China teve crescimento de 6,9% em 2015, o mais baixo desde 1990, informou nesta terça-feira (19) o Bureau Nacional de Estatísticas (BNS) em Pequim, confirmando a persistente tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

O resultado publicado hoje corresponde à media das previsões dos analistas e segue ao crescimento de 7,3% registrado em 2014.

Em relação ao quarto trimestre de 2015, a economia chinesa avançou 6,8% no comparativo com o mesmo período de 2014, acusando uma leve queda em relação ao trimestre precedente (+6,9%), conforme previam os analistas.

O setor de serviços foi responsável por 50,5% do PIB chinês no ano passado (48,1% em 2014), segundo o BNS, seguindo a tendência de crescimento registrada ao longo dos últimos 20 anos.

O resultado atende à proposta da China de depender menos das exportações e da indústria, e mais dos serviços e do consumo interno.

A produção industrial chinesa avançou 5,9% em ritmo anual em dezembro, contra 6,2% em novembro, uma queda superior à esperada pelos analistas. As vendas no varejo – medida crucial do consumo interno – perderam força no mês passado, mas avançaram 11,1% em um ano.

O crescimento do PIB ficou próximo da meta de 7% estabelecida pelo governo chinês, que para os próximos cinco anos tem como objetivo um crescimento mínimo anual de 6,5%.

A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) era de crescimento do PIB chinês de 6,8% no ano passado e de 6,3% este ano.

A desaceleração do gigante asiático, que vem gradualmente diminuindo seu ritmo de crescimento, afeta a economia global, isso porque a China é um dos maiores importadores do planeta.

Países que exportam para a China têm sido amplamente afetados e o Brasil faz parte desse grupo. Em 2015, 18% de todas as exportações brasileiras foram para o país asiático. Nos últimos 5 anos, os embargues do Brasil para a China totalizaram US$ 238 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Fontes: Agência AFP | Agência Kyodo. 

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