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Cinco empresas do Japão compram 30% de construtora naval do Brasil

Os 30% equivalem ao montante de 30 bilhões de ienes, o que será o maior investimento estrangeiro da indústria japonesa de construção naval.

Do Mundo-Nipo

A Mitsubishi Heavy Industries, fabricante de navios, trens e peças aeroespaciais, e outras quatro grandes companhias do Japão, planejam investir na área de construção naval no Brasil, com a compra de 30% da Ecovix-Engevix Construções Oceânicas, num valor 30 bilhões de ienes (cerca de US$ 306,3 milhões) até o fim deste ano, de acordo com uma publicação do jornal Nikkei neste domingo (20).

 

Estaleiro Rio Grande (Foto: Agência Petrobras)

Ecovix-Engevix tem laços estreitos com a Petrobras e opera um grande estaleiro no Rio Grande do Sul (Foto: Agência Petrobras)

 

O conglomerado de companhias para a aquisição dos 30 % é formado por Mitsubishi Heavy, quinta maior empresa de construção naval do Japão; Imabari Shipbuilding, líder do setor no Japão; Mitsubishi Corp; Namura Shipbuilding Co; e Oshima Shipbuilding. O grupo tem como objetivo melhorar a competição com a Coreia do Sul e China no lucrativo mercado de navios de exploração.

De acordo com a publicação do Nikkei, este será o maior investimento estrangeiro da indústria japonesa de construção naval. A parceria prevê a produção de embarcações de perfuração com alto valor agregado com a expectativa de aproveitar as recentes descobertas de campos de petróleo e gás na costa brasileira.

Ecovix-Engevix tem laços estreitos com a Petrobras e opera um grande estaleiro no Rio Grande do Sul, com produção anual de cerca de 50 bilhões de ienes, destacou o jornal, acrescentando que a Mitsubishi Heavy deve pagar metade do montante de 30 bilhões de ienes, sendo o restante dividido entre as outras quatro companhias. O consórcio espera anunciar o acordo definitivo com a Ecovix-Engevix na próxima terça-feira.

Ainda de acordo com o Nikkei, cerca de 70% da indústria global de construção naval é dominada por empresas da China e Coreia do Sul. Companhias do Japão tentam elevar a competitividade ao formar alianças com empresas de economias emergentes.

 


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