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Ex-presidente da Moritomo nega fraude em escolas japonesas

Yasunori Kagoike (Foto: Kyodo)

A Moritomo está mergulhada em vários escândalos que envolvem, até mesmo, a primeira-dama do Japão.

O ex-presidente da Moritomo Gakuen, uma companhia administradora de escolas no oeste do Japão, negou ter fraudado propositadamente o governo para obter subsídios, informou nesta quarta-feira (21) a emissora pública ‘NHK’.

Yasunori Kagoike é acusado obter subsídios de maneira ilegal ao inflar o número de estudantes com deficiência e professores em seu jardim de infância, na província de Osaka. Ele também é acusado de receber subsídios ilegalmente ao submeter orçamentos diferentes para a construção de uma escola primária aos governos central e provincial.

A Promotoria Distrital de Osaka vasculhou o escritório do jardim de infância e a residência do ex-presidente da Moritomo, na noite da segunda-feira (19) até a manhã de terça-feira (20).

Após a busca, Kagoike declarou à imprensa que, ao passo que havia pontos que precisava refletir a respeito, ele agiu enquanto discutia o processo com servidores administrativos.

A Moritomo Gakuen está mergulhada em escândalos e tem sido um dos principais temas debatidos no Parlamento.

A administradora planejava inaugurar uma escola primária em um terreno adquirido junto ao governo por um preço bem abaixo do mercado.

Em seu testemunho ao Parlamento Japonês em março passado, Kagoike afirmou que recebeu uma doação de 1 milhão de ienes (US$ 9 mil) das mãos de Akie Abe, esposa do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe. Tanto o premiê como a primeira-dama negaram a alegação.

Fontes: Canal NHK News | Agência Kyodo.

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