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Dólar fecha em forte queda após decisões do BC dos EUA e do Japão

Foto: Aflo Images

O dólar recuou mais de 1,5% e acumula queda de 1,73% na semana.

O dólar fechou em forte queda ante o real nesta quarta-feira (21), influenciado pelas decisões dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Japão, o que reduziu a aversão ao risco no mercado global.

A moeda norte-americana caiu 1,52%, cotada a US$ 3,2114 na venda, menor patamar desde 8 de setembro (3,2104 reais). Na mínima da sessão, o dólar chegou a R$ 3,208, já após a decisão do Fed.

Na véspera, o dólar tinha caído 0,53%.  Com o resultado de hoje, a moeda americana acumula queda de 1,73% na semana. No mês, tem baixa de 0,55% e, no ano, desvalorização de 18,66% ante o real.

Nesta tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) anunciou que manteve a taxa de juros no país na faixa entre 0,25% e 0,5%, como amplamente esperado, mas as autoridades reduziram o número de altas de juros que esperam neste ano de duas para uma, de acordo com a projeção divulgada com o comunicado.

“O Fed deu a impressão de que está cada vez mais distante um aumento dos juros. E o dólar só tinha o Fed para segurar as cotações”, disse o economista de uma corretora nacional à agência Reuters.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde o rendimento é maior, como é o caso do Brasil.

A trajetória de baixa da moeda norte-americana nesta sessão também foi influenciada pela decisão do Banco do Japão (BoJ, o banco central japonês), que adotou como foco a taxa de juros de títulos do governo, buscando alcançar sua meta de inflação.

Em uma tentativa de acalmar o nervosismo do mercado, o Banco do Japão manteve a taxa de juros negativa em 0,1% que aplica a reservas excessivas que as instituições financeiras deixam no banco central e informou que continuará comprando títulos do governo no ritmo atual por enquanto.

Atuação do Banco Central brasileiro
O Banco Central atuou no mercado de câmbio nesta quarta-feira. Como nas últimas sessões, o BC ofertou 5.000 contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). Todos foram vendidos.

Fontes: Agência Reuters | UOL Economia.

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