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Dólar tem segunda queda seguida e fecha no menor valor em mais de um mês

O dólar chegou a romper a barreira dos R$ 3, sendo cotado a R$ 2,99 na mínima da sessão.

Do Mundo-Nipo com Agências

O dólar recuou ante o real pelo segundo pregão consecutivo e fechou nesta terça-feira (22) no menor valor em mais de um mês, refletindo a melhora da percepção de risco nos mercados externo e doméstico, com investidores ajustando as posições enquanto esperam o balanço da Petrobras, que será divulgado ainda hoje.

A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 3,0083 na venda, recuo de 0,62%. É o menor valor de fechamento desde 4 de março, quando a moeda valia R$ 2,981. Durante a sessão, o dólar chegou a romper a barreira dos R$ 3, sendo cotado a R$ 2,9969 na mínima.

Segundo dados da BM&FBovespa, o movimento financeiro ficou em torno de US$ 1,7 bilhão, contra cerca de  US$ 502 milhões observados na segunda-feira, já que na terça-feira o mercado doméstico não operou devido ao feriado de Tiradentes.

O real hoje foi uma das moedas com melhor desempenho ante o dólar. Segundo analistas, investidores estão aproveitando a volta do feriado para tornar a aplicar em ativos lastreados na moeda brasileira, num movimento sustentado pela visão de que a pressão sobre o câmbio deve manter-se menor nos próximos dias.

O cenário de menor aversão a risco no exterior também tem colaborado com a melhora do fluxo cambial. Dados econômicos mais fracos dos Estados Unidos divulgados recentemente reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve pode adiar a alta da taxa básica de juros, o que contribuiu para a recuperação das moedas emergentes. Lá fora, o dólar caía 0,66% em relação ao dólar australiano, 2,60% frente ao rublo, e subia 0,09% em relação ao peso mexicano.

O dia foi de expectativa dos investidores pela divulgação do balanço auditado da Petrobras, referente a 2014, prevista para a noite desta quarta. O mercado espera que os números já contabilizem os prejuízos causados pelo esquema de corrupção investigado na operaçao Lava Jato.

A dificuldade para definir uma metodologia para calcular as perdas com a corrupção foi um dos principais motivos para a divulgação do balanço ter sido adiada duas vezes.

Contas externas do Brasil em março ficam negativas
O Banco Central divulgou, nesta quarta, que o saldo das transações comerciais do Brasil com outros países ficou negativo em US$ 5,7 bilhões em março. O cálculo considera, além das importações e exportações, os gastos com serviços e as rendas.

O BC passou a adotar uma nova metodologia de cálculo a partir desta quarta. Com isso, no acumulado do primeiro trimestre, o resultado das contas externas do país ficou negativo em US$ 25,39 bilhões (R$ 76,89 bilhões).

Por outro lado, os gastos dos brasileiros em viagens internacionais caíram 13% nos três primeiros meses do ano e devem registrar redução ainda maior em abril, segundo o BC.

Atuações do Banco Central
O Banco Central fez mais um leilão para rolar os contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) que vencem em 4 de maio. Foram vendidos 10,6 mil contratos: 10 mil com vencimento em 1º de março de 2016, e os outros 600 para 3 de outubro do ano que vem. A operação movimentou o equivalente a US$ 518,7 milhões.

Até o momento, o BC rolou US$ 7,203 bilhões, ou o equivalente a cerca de 71% do lote total com vencimento em maio, correspondente a US$ 10,115 bilhões.

Os leilões de rolagem servem para adiar os vencimentos de contratos que foram vendidos no passado.

Em março, o BC encerrou seu programa de atuações no mercado de câmbio, em que vendia, todo dia, novos contratos de swap com o objetivo de evitar um forte avanço da moeda norte-americana. Não há mais negociação de novos contratos desde março.

(Com informações das Agências ‘Valor Online’ e ‘Reuters’)

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