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Com 32 m de altura, templo japonês é inaugurado em SP após 12 anos de obras

Torre de Miroku em Ribeirão Pires, São Paulo | Divulgação

A réplica da Torre de Miroku foi inaugura em Ribeirão Pires e já está aberta à visitação pública desde quinta-feira.

Atualizado em 24/08/2018 – às 18h07


Erguida a partir do encaixe em madeira durante mais de 12 anos de obras, uma réplica da Torre Miroku, no Japão, finalmente foi concluída na cidade de Ribeirão Pires, na Região Metropolitana de São Paulo.

A torre original japonesa está localizada no Templo Horyu-Ji e é considerada Patrimônio Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

A recém-concluída Torre de Miroku em Ribeirão Pires tem 32 metros de altura e foi aberta ao público nesta quinta-feira (23). Os visitantes poderão conferir de perto os detalhes desta milenar técnica japonesa de construção em madeira, que é capaz de levantar monumentos de muitos andares sem utilizar um único prego ou parafuso.

Localizada às margens da Represa Billings, a construção teve início nos anos 2000, quando seus idealizadores, o Reverendo Minoru Nakahashi (falecido em 2012) e a artista plástica Lilian Bomeny, visitaram o templo japonês (o mais antigo do mundo em madeira) e quiseram construir algo semelhante no Brasil, para que as pessoas tivessem um lugar para meditar e elevar a espiritualidade.

A obra
A técnica japonesa de encaixe em madeira há séculos intriga e encanta projetistas e amantes da arquitetura mundo afora e, apesar de ser complicada, ela foi muito bem aplicada na construção da Torre de Miroku em Ribeirão Pires.

Cerca de 400 toneladas de madeira (angelim pedra, jatobá e eucalipto) foram utilizadas para erguer a Torre de Miroku, que teve suas vigas encaixadas uma a uma e intercaladas com concreto.

Para a cobertura dos cinco telhados da construção, foram produzidas 15 mil telhas a partir de um molde trazido do Japão pelo Reverendo Nakahashi. Cada um deles representa uma parte do corpo de Kannon (divindade tanto masculina quanto feminina que é reverenciada no Oriente), sendo o primeiro e menor deles a cabeça, o segundo o pescoço, o terceiro o peito, o quarto a barriga e o quinto as pernas, que formam o alicerce.

O templo ainda traz vitrais assinados pela artista plástica Lilian Bomeny, executados com cristais de Murano durante cinco meses, e conta com uma escultura de Kannon de oito metros de altura e quatro toneladas em blocos de embuia folheados a ouro 24 quilates.

Na área de 75 mil m² onde a torre está localizada ainda foram construídas uma capela (Okunoim), um espaço reservado para a imagem de Nossa Senhora Aparecida e uma área dedicada a São João Batista, santo padroeiro do Japão. O espaço também conta com jardim Zen, minicachoeira e lago com carpas.

Via Gazeta do Povo Estilo & Cultura.

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