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Novo terremoto atinge a costa de Fukushima

Imagem: Mundo-Nipo

O novo tremor é a réplica mais forte do terremoto de magnitude 7,4 ocorrido em Fukushima na terça-feira.

A província de Fukushima, no nordeste do Japão, registrou nesta quinta-feira (data local) um forte tremor de magnitude 6,1 na escala Richter, informou  a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês), acrescentando que o tremor é a réplica mais forte até o momento do terremoto de magnitude 7,4 ocorrido na última terça-feira e que provocou ondas de tsunami com até 1,4 metro de altura.

De acordo com a JMA, o terremoto ocorreu às s 6h23 locais de quinta-feira (19h2 desta quarta-feira em Brasília), registrado na costa de Fukushima, a uma “profundidade muito rasa”, destaca a agência que, desta vez, não emitiu alerta de tsunami.

O tremor foi sentindo em uma ampla área de Tohoku e Kanto. As províncias mais afetadas foram Fukushima e Ibaraki, com intensidade máxima de 4 graus na escala japonesa, que vai até 7. A magnitude na escala Richter equivale à intensidade do terremoto no epicentro, enquanto a escala japonesa considera o nível de abalo sentido na superfície da terra.

Até o momento, autoridades locais não reportaram sobre vítimas ou danos em edificações. As duas usinas nucleares em Fukushima, incluindo a central Fukushima Daichi, palco de um dos piores acidentes nucleares da história no terremoto e posterior tsunami que arrasaram a mesma região em 2011, não foram afetadas, de acordo informe da operadora Tokyo Electric Power Company (Tepco).

Na última terça-feira, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a mesma região, com epicentro também registrado na costa de Fukushima. O tremor gerou um alerta de tsunami que foi retirado sete horas depois. Ondas de até 1,40 metro foi observada no porto de Sendai, na província Miyagi.

Com este novo tremor, a JMA adverte que poderão ocorrer mais réplicas (tremores secundários) na região e “pede à população local para ficar atenta à locais de abrigo, caso seja preciso emitir alerta de evacuação”.

O Japão faz parte do chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e sofre terremotos diariamente. Mediante isso, o país possui uma infraestrutura desenvolvida para resistir tremores que poderiam ser fatais em outras partes do mundo.

*Para saber mais detalhes, como as cidades atingidas e suas respectivas intensidades na escala japonesa, visite a página com os dados do terremoto no site oficial da JMA.

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