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Linha de trem-bala no sul do Japão retoma atividade ‘total’ após terremotos

As operações entre as estações de Kumamoto e Shin-Minamata ficaram interrompidas por duas semanas, desde o tremor em 14 de abril.

O serviço da linha de trem-bala Kyushu Shinkansen, em Kyushu, terceira maior ilha do arquipélago japonês e localizada no sul do país, foi retomado integralmente na tarde desta quarta-feira (hora local). O serviço teve suas operações interrompidas após um trem-bala descarrilar em consequência de um forte terremoto que atingiu a província de Kumamoto em 14 de abril, informou hoje a emissora estatal ‘NHK’.

A companhia ferroviária JR Kyushu reiniciou o serviço em toda sua extensão entre as estações de Hakata e Kagoshima-Chuo. O primeiro trem-bala a circular partiu de Hakata às 14h36 locais desta quarta-feira (02h36 pelo horário de Brasília). Segundo a empresa, as condições de segurança foram confirmadas durante testes realizados na parte da manhã.

A JR Kyushu havia suspendido as operações entre as estações de Kumamoto e Shin-Minamata, após um trem-bala ter descarrilado nesse trecho durante o primeiro forte tremor que atingiu a região no dia 14 de abril.

Com epicentro em Kumamoto, o terremoto de magnitude 6,4 originou um abalo sísmico ainda mais potente (magnitude 7,1) logo no dia seguinte, em 15 de abril, o que provocou quase mil tremores secundários na região, inclusive alguns com grande intensidade. Mediante a isso, os operários da JR Kyushu só conseguiram recolocar o trem nos trilhos no domingo passado.

Contudo, neste primeiro dia de retomada integral dos serviços, há um número menor de trens-bala em circulação do que o habitual, antes da paralisação provocada pelos terremotos. Além disso, eles também estão trafegando mais lentamente em determinados trechos, mas parando em todas as estações da linha.

Terremotos em Kumamoto
O governo japonês confirmou hoje que 49 pessoas morreram na série de terremotos ocorridos na província de Kumamoto, enquanto uma pessoa continua desaparecida na localidade de Minamiaso, provavelmente está em meio aos escombros de edificações desmoronadas pelos dois fortes tremores, bem como pelas centenas de tremores secundários, que totalizam 917 réplicas em 13 dias, ou até o momento.

Em coletiva, funcionários do governo disseram ainda que foram registradas outras 16 mortes, aparentemente causadas por problemas decorrentes da degradação de vida nos abrigos temporários, bem como por complicações de problemas se saúde já existentes.

Contudo, há relatos de que 11 pessoas morreram vítimas de trombose venosa profunda (TVP), que é por vezes referida como síndrome da classe econômica. Esta é uma condição na qual a má circulação provoca coágulos de sangue nas veias, muitas vezes nas pernas, depois que uma pessoa permanece em um espaço apertado por um período prolongado.

Esse problema tem se agravado por conta de pessoas que estão vivendo em condições estemas dentro dos próprios veículos, abrigadas em parques de estacionamento em Kumamoto, uma condição levada pelo temor de que suas casas desmoronem em consequência de mais outro forte terremoto ou dos próprios tremores secundários que têm atingido a região nas últimas duas semanas.

Ainda de acordo com os funcionários do governo, mais de 6.800 casas foram destruídas e aproximadamente 36.800 pessoas continuam em abrigos temporários na província de Kumamoto.

Os prejuízos na agricultura e indústrias locais chegam a 212 milhões de dólares. Os terremotos provocaram fissuras em plantações de arroz e verduras, levando à suspensão do abastecimento de alimentos produzidos na província, o que tem afetado também outras regiões do país que são dependentes de Kumamoto, província que vive praticamente da agricultura e uma das mais importantes do país no fornecimento de produtos agrícolas, explicaram os funcionários do governo, de acordo com a agência de notícias Kyodo.

Fonte: NHK News | Agência Kyodo.

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