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Premiê japonês promete investimentos de R$ 30 bilhões na África

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O investimento decorrerá ao longo de 3 anos e mais de 30 % do total será destinado ao desenvolvimento de infraestrutura na África.

Durante uma reunião de cúpula Japão-África em Nairóbi, classificada de histórica por seus participantes, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, prometeu que seu país vai investir US$ 30 bilhões na África nos próximos três anos. Desta soma, US$ 10 bilhões serão destinados ao desenvolvimento de infraestrutura.

Extraordinariamente, esta sexta edição da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento da África (Ticad) é realizada em território africano, e não na capital japonesa, como vinha acontecendo desde a primeira edição, em 1993.

Trinta chefes de Estado participam da Ticad, cujos principais eixos são a industrialização da África, a melhoria da saúde e a estabilização de um continente afetado por crises. Também serão assinados 70 protocolos diversos e acordos comerciais entre Japão e África.

“Espero que a soma se eleve a US$ 30 bilhões”, declarou Abe na abertura da Ticad, assinalando que se trata de investimentos públicos e privados, sendo que US$ 10 bilhões serão destinados ao desenvolvimento de infraestrutura na África.

“Trata-se de um investimento que tem confiança no futuro da África”, afirmou o líder japonês.

Os US$ 30 bilhões prometidos pelo Japão incluem novos compromissos de até US$ 21 bilhões, assim como US$ 9 bilhões procedentes de uma promessa de investimento feita três anos antes, na quinta edição da Ticad, explicou à agência ‘AFP’ o porta-voz do governo japonês Yasuhisa Kawamura.

“A maioria das nações que escapam da pobreza o fazem graças à industrialização, e a África ainda não chegou à altura do seu potencial”, afirmou o presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, enquanto Abe classificou a industrialização de “chave do desenvolvimento econômico”.

A reunião, que termina neste domingo, é organizada conjuntamente por ONU, União Africana, Banco Mundial e Japão. O encontro representa para Tóquio uma forma de consolidar sua posição no mercado africano e driblar a oferta feita ao mesmo continente pelo gigante asiático vizinho, a China.

Fontes: Agência AFP | Agência Reuters.

 

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