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Desigualdade de renda no Japão atinge nível histórico

©Asahi Photos

O crescimento da disparidade de renda da família japonesa é consequência do envelhecimento populacional.

A disparidade de renda das famílias no Japão atingiu nível histórico em 2014, de acordo com uma pesquisa trienal do governo do país, que aponta o aumento do número de lares com idosos como fator principal para a forte alta na desigualdade.

O ministério tem realizado o levantamento aproximadamente a cada três anos desde 1962. O mais recente cobriu 8.904 famílias e foi realizado entre julho e agosto de 2014. As respostas válidas totalizaram 54,2%.

Divulgado em meados deste mês, o levantamento do ministério avalia a diferença de renda inicial por cada família, que é medida pelo coeficiente denominado Gini, um indicador chave da desigualdade de renda.

A leitura do Gini varia entre zero e um. Quanto mais perto o indicador ficar do número um, maior será a desigualdade.

Mediante a essa medida, o coeficiente atingiu um recorde de 0,5704 em 2014, alta de 0,0168 ponto a partir do levantamento anterior, em 2011. A renda inicial não inclui os benefícios do seguro social.

O ministério observou que a elevação refletiu o aumento das famílias com pessoas idosas. Isso porque lares formados por pessoas com idade apta ao trabalho tendem a ter uma renda maior do que as famílias formadas pela geração mais velha, que comumente vivem de aposentadoria e/ou benefícios.

Por outro lado, quando o coeficiente é medido acrescentando os benefícios do seguro social, a diferença de renda apresenta um descenso de 0,0032 ponto, para 0,3759 em 2014.

De acordo com o ministério, a adição dos benefícios reduziu a diferença em 34,1%. “As funções do sistema de seguro social e de redistribuição de renda têm ajudado a evitar o alargamento [da desigualdade de renda]”, disse um representante do ministério.

O rendimento médio inicial ficou em 3.926.000 ienes por família, enquanto a média somando os benefícios ficou em 4.819.000 ienes. A redistribuição aumentou 3,7 vezes a renda das famílias com idosos, enquanto a renda dos domicílios da geração apta ao trabalho cresceu 1,2 com o uso do sistema de redistribuição.

Com Agência Kyodo

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