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Tóquio e Seul se preparam para discutir polêmico tema sobre escravas sexuais

Os dois países tentarão chegar a um acordo sobre o drama histórico das mulheres submetidas à escravidão sexual pelo exército japonês.

Os ministros das Relações Exteriores do Japão e da Coreia do Sul iniciaram neste domingo (27) os preparativos para uma esperada reunião bilateral que será realizada na segunda-feira (28). O aguardado encontro tem como objetivo chegar a um acordo sobre o drama histórico das mulheres submetidas à escravidão sexual pelo exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial.

Os ministros se reunirão em Seul para abordar o tema das “mulheres de conforto”, um eufemismo utilizado pelos japoneses para se referir à prática do exército imperial, um tema que abalou as relações entre os dois países durante décadas, conforme noticiou a agência de notícias AFP.

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, sustenta que a questão continua sendo “o maior obstáculo” para que ambos os países possam ter relações amistosas.

No mês passado Abe e a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, realizaram uma cúpula bilateral em Seul, na qual decidiram acelerar as negociações para solucionar o assunto.

Segundo vários historiadores, 200.000 mulheres, principalmente coreanas, mas também chinesas, indonésias e de outras nacionalidades, foram submetidas à escravidão sexual pelo exército japonês. Na Coreia do Sul restam 46 sobreviventes.

O Japão emitiu uma declaração em 1993 expressando suas “sinceras desculpas e arrependimento” às mulheres que sofreram “uma dor imensurável, incurável do ponto de vista físico e psicológico pelos ferimentos depois de terem sido usadas como ‘mulheres de conforto'”.

Desde que ambos os países normalizaram suas relações, em 1965, o Japão entregou cerca de 800 milhões de dólares em subsídios ou empréstimos a sua antiga colônia.

Mas Seul quer que o Japão formule uma nova declaração para pedir perdão às mulheres escravizadas nos prostíbulos do exército imperial e que indenize as sobreviventes.

Antes desta reunião, Park havia se negado a se sentar para negociar se o Japão não condenasse antes os crimes ocorridos durante a guerra e a ocupação, entre 1910 e 1945.

A reunião de alto nível contará com a presença do encarregado de assuntos do Nordeste da Ásia no ministério coreano, Lee Sang-Deok, e do representante japonês, Kimihiro Ishikane.

(Da Agência AFP)

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