Notícias

Ministro da Economia do Japão renuncia após denúncia de corrupção

A renúncia representa um grande baque nos planos do premiê Shinzo Abe, que procura tirar a economia japonesa da deflação.

O ministro da Economia do Japão, Akira Amari, apresentou nesta quinta-feira (28) sua demissão do cargo para assumir a responsabilidade pelas alegações de que ele e seus assessores receberam suborno de uma empresa de construção.

Amari fez o anúncio entre lágrimas durante uma entrevista coletiva realizada hoje em Tóquio, o que representa um grande baque nos planos do primeiro-ministro Shinzo Abe, que procura revigorar a economia japonesa para tirar o país da deflação.

O anúncio foi feito de maneira surpreendente. Ele explicou que se sente obrigado a assumir a responsabilidade pelas ações realizadas por seus subordinados. Apesar de culpar seu funcionário, Amari nada falou sobre as denúncias contra ele próprio.

A renúncia ocorre depois que o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, defendeu ontem mesmo a continuidade no cargo de seu ministro da Economia e Política Fiscal, apesar das denúncias de corrupção.

As acusações se originaram após a publicação na semana passada de uma reportagem da revista japonesa Shukan Bunshun. Em sua publicação, a revista revelou que Amari teria recebido doações sem declarar no valor de cerca de 12 milhões de ienes (cerca de 400.000) para favorecer uma empresa do setor da construção em um obra em Chiba, cidade ao leste de Tóquio.

“O Japão está finalmente saindo da deflação (…) Precisamos aprovar legislação no Parlamento para medidas que ajudem a superar a deflação e criar uma economia forte o mais rápido possível”, declarou Amari na coletiva.

“Qualquer coisa que afete isso tem que ser eliminada, e não sou exceção. Eu, portanto, gostaria de renunciar como ministro para assumir a responsabilidade (pelo que meu assessor fez)”, disse ele.

Fontes: Agência Kyodo | Revista Veja.com.

Mundo-Nipo. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita do Mundo-Nipo.com. Para maiores esclarecimentos, leia a Restrição de uso.

Comentários