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Japão registra recorde de residentes estrangeiros

Foto: Aflo images

O número ultrapassou a marca dos 2,3 milhões pela primeira vez na história do país.

O número de residentes estrangeiros do Japão teve crescimento recorde no semestre de janeiro a junho deste ano, ultrapassando a marca dos 2,3 milhões pela primeira vez na história do país, de acordo com um relatório da Agência de Imigração, órgão do Ministério da Justiça do país.

Divulgado na última segunda-feira, o levantamento mostra que 2.307.388 estrangeiros residiam no país até o final de junho. O número representa um aumento recorde de 75.199, ou 3,4%, em comparação com a pesquisa realizada no final de dezembro do ano passado.

Além disso, o total de estrangeiros registrados no país é o maior desde que tais estatísticas começaram a ser compiladas, em 1959.

A Agência de Imigração observou crescimento de residentes estrangeiros em todas as 47 prefeituras existentes no Japão. Tóquio é a cidade que abriga o maior número, com mais de 20% do total.

Por nacionalidade, os residentes chineses ocupam o topo da lista, totalizando 677.571. A Coreia do Sul ficou em segundo lugar, com 456.917, seguida por Filipinas, com 237.103.

O número de vietnamitas aumentou para 175.744, alta de quase 20% no primeiro semestre em relação ao segundo semestre do ano passado.

A agência prometeu que o Bureau irá realizar uma gestão adequada para conter o crescente número de estrangeiros ilegais no país. O órgão também prometeu medidas para criar uma sociedade em que japoneses e estrangeiros convivam em harmonia.

Trabalhadores estrangeiros
O Japão é um país notório pela xenofobia e onde menos de 2% da população é imigrante. Mas essa realidade tende a mudar devido ao envelhecimento populacional e, principalmente, ao abrupto descenso da população de pessoas em idade apta ao trabalho, o que torna cada vez mais escasso o número de trabalhadores.

Mediante a isso, o governo do Japão anunciou recentemente a criação de um comitê para estudar a possibilidade de permitir a entrada no país de mão de obra estrangeira “não qualificada”, uma iniciativa que visa fazer frente à rigidez de seu mercado de trabalho.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ressaltou a importância de realizar uma grande reforma do mercado de trabalho para estimular a economia e fazer frente ao crescimento populacional negativo do país.

A população em idade de trabalhar do Japão caiu em 2013 abaixo dos 80 milhões e o número atual ronda os 77 milhões, com perspectivas de que siga diminuindo.

Estudiosos estimam que o número de imigrantes no país representará cerca de 10% do total da população japonesa em qualquer momento da próxima década, segundo a agência de notícias ‘Kyodo’.

Fontes: NHK News Japan | Agência Kyodo.

 

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