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Japão estenderá sanções contra Coreia do Norte por mais dois anos

Kim Jong-Un inspeciona teste de míssil partindo de um SLBM (Foto: Arquivo/Kyodo/KCNA)

As sanções expiram em abril deste ano e Japão pretende estendê-las até 2019.

O governo japonês pretende estender o tempo das sanções unilaterais impostas à Coreia do Norte, cuja validade encerra no início de abril deste ano. De acordo com o Executivo, o objetivo é ampliar por mais dois anos os embargos à Pyongyang, em resposta ao programa balístico e nuclear do regime liderado por Kim Jong-un.

Em dezembro passado, Japão decidiu aplicar sanções adicionais à Pyongyang em coordenação com os Estados Unidos e Coreia do Sul para tentar resolver, de forma conjunta, os problemas dos sequestros de cidadãos japoneses e do programa nuclear da Coreia do Norte, de acordo com a agência de notícias ‘Kyodo’.

Em particular, Tóquio expandiu as “listas negras” de pessoas e grupos residentes no Japão que têm vetada a entrada na Coreia do Norte. Também proibiu a entrada de navios que tenham passado por portos norte-coreanos, além do embargo total sobre o comércio de Pyongyang, explicou a agência japonesa.

Segundo a emissora pública ‘NHK’, o Executivo japonês pretende adotar a extensão das sanções já no início do mês que vem. Mas antes, terá que receber a aprovação do Partido Liberal Democrático e do Partido Komei, que compõem a coalizão governista. Feito isso, às sanções à Pyongyang serão estendidas até 2019.

Contudo, o regime norte-coreano, que está submetido a duríssimas sanções da ONU, até o momento, não demonstrou nenhuma intenção de interromper seus programas, ao mesmo tempo em que aspira desenvolver um míssil balístico intercontinental (ICBM) com capacidade de transportar ogivas nucleares e atingir o continente americano.

Além disso, há temores de que Pyongyang realize em breve outro teste nuclear. Pesquisadores dos EUA divulgaram ontem (29) novas imagens de satélite, nas quais revelam um aumento das atividades nos últimos dias na zona de testes nucleares de Punggye-ri, informou nesta quinta-feira (30) a ‘NHK’.


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