Política

Militares de Índia e Paquistão se reúnem para tratar conflito na Caxemira

Comandantes militares da Índia e do Paquistão se reuniram nesta segunda-feira na fronteira da comum Caxemira.

Da agência EFE

Nova Délhi/Islamabad, 14 jan (EFE).- Comandantes militares da Índia e do Paquistão se reuniram nesta segunda-feira na fronteira da comum Caxemira para abordar os incidentes ocorridos nos últimos dias na disputada região, informaram fontes militares.

As delegações, lideradas por generais de brigada, se encontraram no meio dia de ontem (hora local) durante pouco mais de 30 minutos na região Chakan da Bagh, do distrito de Punch.

A reunião acontece depois que, entre os dias 6 e 10, houve pelo menos três graves enfrentamentos na Caxemira, quando quatro militares morreram, dois de cada lado.

Segundo um comunicado do comando paquistanês, “Paquistão protestou com contundência perante as autoridades militares indianas pelas contínuas violações do cessar-fogo ocorridas durante na semana passada”.

De acordo com a nota, o exército paquistanês “rejeitou”, além disso, “as acusações indianas de que as tropas do Paquistão tivessem recorrido a fogo não provocado contra um posto de controle da Índia ou matado soldados” desse país.

Alguns veículos de imprensa indianos asseguraram que Nova Délhi também enviou a Islamabad um protesto pela violação do cessar-fogo na chamada Linha de Controle, um acordo vigente desde 2003.

Segundo a agência “Ians”, que cita fontes não identificadas, o exército indiano supostamente pediu ao do Paquistão que entregue a cabeça de um de seus militares mortos, que segundo sua versão foi decapitado pelas tropas paquistanesas durante uma incursão.

Um porta-voz das forças armadas indianas, coronel R.K. Palta, confirmou à Agência Efe a realização do encontro entre generais de brigada mas recusou oferecer ou confirmar informação sobre os assuntos tratados durante a reunião.

Pouco antes da reunião, o chefe do exército indiano, general Bikram Singh, tinha definido a morte de dois militares de seu país – e a decapitação de um deles – como “um ato atroz e imperdoável”, pelo que suas forças “se reservam o direito a contra-atacar”.

“O que fizeram vai contra a ética do soldado. Meu coração está com as famílias das vítimas que morreram e cujos corpos foram mutilados”, afirmou Singh em entrevista coletiva em Nova Délhi.

As imprensas indiana e paquistanesa informaram nas últimas horas de alguns tiroteios na Caxemira iniciados por ambos os grupos, no entanto não houve confirmação oficial dos mesmos.

O Paquistão e a Índia travaram duas guerras e conflitos menores pela soberania da Caxemira e os incidentes são relativamente frequentes na fronteira que compartilham nessa região, que é uma das mais militarizadas do planeta.

A Caxemira, aos pés do Himalaia, é a única região da Índia com maioria muçulmana e por isso o Paquistão reivindica sua soberania desde a partilha do subcontinente, em 1947, com critérios religiosos. EFE

 

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