Política

Japão vai reforçar defesa aérea após invasão chinesa

O Japão pretende reforçar sua vigilância aérea, após um avião do governo da China ter invadido espaço aéreo japonês.

Do Mundo-Nipo

Ilhas Senkaku/Diaoyu (Foto: Wikimedia Commons)

O Japão pretende reforçar sua vigilância aérea, após um avião do governo da China ter invadido o espaço aéreo japonês na quinta-feira.

O chefe do Gabinete japonês, Osamu Fujimura, disse nesta sexta-feira, durante uma entrevista a imprensa, que o Japão vai tomar todas as medidas possíveis para defesa do espaço aéreo.  Fujimura assegurou que o Ministério da Defesa está ponderando “operações mais eficazes” de Auto-Defesa.

Na quinta-feira um avião de vigilância marítima chinês invadiu o espaço aéreo japonês sobre as ilhas Senkaku, também conhecidas como Diaoyu, que são reivindicadas por Pequim. Esta foi primeira invasão aérea chinesa desde que começaram os registros em 1958.

Os aviões caças do Japão foram ativados depois do avião chinês ser avistado pela guarda costeira do país às 11h06, cerca de 15 quilômetros ao sul das ilhas em disputa.

Fujimura afirmou que a invasão chinesa foi um modo de reivindicar as ilhas administradas pelo governo japonês. “O governo vai tratar firmemente qualquer ação que viole a soberania de nosso país”, disse ele.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, disse nesta sexta-feira que a invasão de aviões chineses sobre as ilhas é necessária para reivindicar a soberania chinesa.

“A ilha Diaoyu e suas ilhotas afiliadas, incluindo a soberania das águas e do espaço aéreo sobre a região, pertencem à China”, disse Hong, segundo informações da agência Kyodo.

 


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