Política

Primeiro-ministro do Japão promete aumento de salários

A promessa acontece um dia depois que a coalizão governista saiu vitoriosa das eleições parlamentares do Japão.

Do Mundo-Nipo com Agências


 

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, prometeu nesta segunda-feira (15) que haverá um esforço para que os salários aumentem no país, sinalizando que continuará com sua política de combate aos baixos níveis de inflação e em resposta às críticas de que as medidas do seu governo não beneficiam a classe trabalhadora.

A promessa acontece um dia depois que a coalizão governista, formada pelo Partido Liberal Democrata (PLD), de Abe, e o Komeito, saiu vitoriosa das eleições parlamentares do Japão, conseguindo 325 das 475 cadeiras da Câmara Baixa (equivalente à Câmara dos Deputados), mantendo assim, com certa tranquilidade, sua maioria absoluta no Parlamento. Com esse resultado, Shinzo Abe mantém seu cargo de primeiro-ministro do país.

“Vamos realizar uma reunião com os representantes das empresas, amanhã, para pedir aumentos salariais no próximo ano”, disse Abe em sua primeira entrevista coletiva após a votação de domingo.

O crescimento dos salários é parte importante da estratégia do primeiro-ministro para estabelecer um ciclo econômico positivo de maiores remunerações e consumo, que pode pôr fim a mais de uma década e meia de tendência deflacionária no país. No entanto, os aumentos de salários que muitas empresas adotaram foram compensados pela alta de um imposto sobre vendas, praticado em abril.

Enquanto Abe diz que a vitória da coalizão de governo foi um apoio claro da população à sua política econômica, ele admite que os trabalhadores do Japão e de regiões rurais ainda têm de se beneficiar de ganhos de mercado realizados por suas políticas de relaxamento monetário.

“Como eu viajei por todo o país durante a eleição, ouvi as opiniões dos cidadãos comuns que sofrem de aumentos de preços, e proprietários de pequenas empresas em dificuldades devido ao aumento dos preços das matérias-primas”, disse, acrescentando que ele vai elaborar um pacote de estímulo econômico até o final do ano.

(Com informações das agências Estado e Kyodo)

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